quinta-feira, 10 de abril de 2008

BEIJANDO CAMARÕES...



Todo dia ele vem
Bem na hora do meu almoço
...
Eu comendo feijão
Ele beijando o camarão...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

REINAÇÕES DE NARIZINHO

Tomei gosto pela leitura desde criança, comecei a aprender a ler mesmo antes de ir para o Jardim da Infância, com a Dona Ida que era nossa vizinha e ia me mostrando e ensinando na cartilha das filhas que eram mais velhas. A cartilha era "Caminho Suave" e quando fui para o primeiro ano era a "Cartilha Sodré". Nossa, como eu adorei a escola.
Li, amei e me lembro até hoje das histórias do Monteiro Lobato no "Sítio do Picapau Amarelo" e eu me sentia a própria Narizinho fazendo minhas reinações. E elas também já aconteciam pela cozinha. Eu me lembro de minha avó materna que me deixava reinar no seu fogão a lenha, me ensinando a colocar bananas e milho verde nas brasas vermelhinhas, para depois nos deliciarmos em volta de uma mesona muito grande e alta que ela tinha na cozinha. Hoje já não sei se a mesa era mesmo grande ou se eu é que era pequena.
E assim, de reinação em reinação, também na cozinha de minha mãe e em certas ocasiões por necessidade mesmo de ajudá-la é que fui me aventurando na cozinha, desde muito nova.
Acho que por conta disso também, fui apurando meu olhômetro, pois pelo menos em casa, não tínhamos tanto acesso e nem eram comuns livros de receita, com medidas e pesos milimetricamente testados.
Mas, todo esse preâmbulo deve-se ao fato de que me restavam duzentos gramas de tofu na geladeira e nem pensar que eu iria perder um item tão versátil e especial.
Então lá vou eu: Amasso o tofu, junto cebola, orégano, sal, páprika, porção de aveia, porção de farinha de trigo integral, porção de farinha de tribo branca, um ovo e misturo a gororoba que tornou-se um hamburguer maravilhoso de tofu e aveia.
Às colheradas levo à uma frigideira antiaderente untada com óleo, amasso com uma espátula para dar o formato de hambúrguer e tosto dos dois lados, colocando em cima fatias de queijo para derreter.
Preparo uma salada de alface, pico rodelas de tomate e um pão redondo que aqui chamam de pão cervejilha ou bilha. Esse pão não é tão massudo como o tradicional de hambúrguer e esse nome acredito que seja devido ao tipo de fermentação pois na verdade não leva cervelha na massa.
Ah, também costumo fazer batatas pré-cozidas com sal e alecrim, que congelo e uso esporadicamente quando a vontade de fritas ataca.
E então esse foi nosso "lanchinho" da tarde de terça-feira, com um delicioso suco de uva.




TOFU FOFURA

Sábado eu vi no blog da ELAINE, uma receita de quibe de tofu e no meu passeio pelo Mercado Municipal fui logo comprando um tofu bem novinho e fresco. Temperei o tofu no sábado à tarde, com bastante cebola bem picadinha, sal, uma pimentinha vermelha e também hortelã que tenho aos montes no quintal. No domingo hidratei o trigo com água quentinha onde dissolvi um caldo de legumes. Terminei de montar o prato e assei para nosso lanche de domingo à tarde.
O prato agradou a todos inclusive ao marido que muitas vezes fica resistente a determinados ingredientes.
O rendimento também é um item a se destacar, pois ao hidratar o trigo de kibe ele praticamente triplica.
Fiz o desenho dos losangos e reguei com azeite de oliva. Servi com uma saladinha de tomates cereja e uma limonada geladinha. O kibe fica muito macio, realmente uma fofura. As crianças também amaram.
Ah, um molhinho de pimenta e de gergelim também se saíram muito bem nos acompanhamentos.





domingo, 6 de abril de 2008

CRUMBLE DO ESCAMBO...

Já fiz essa receita várias vezes aqui em casa. Ela virou um hit pois as crianças adoraram.
Na verdade, eu adaptei com o meu já conhecido olhômetro, as receitas da Laurinha (oh doce Laurinha, quanta coisa boa você faz) e da Cláudia (que ultimamente tem nos deixado fotos lindíssimas) que por sua vez ganhou a receita da Cris (aquela que tem um ursinho que mantém o açúcar soltinho).
Achei por bem,diminuir quantidades de açúcar e de gordura. Numa das vezes não tinha ovo (garanto que ficou delícia também).


Minha receita básica:
100 gr de manteiga
100 gr. de açúcar
140 gr. de farinha de trigo
1 ovo
120 ml de leite
Noz moscada a gosto
Uma pitada de sal
1 colher de fermento em pó
Uso 3 a 4 maçãs em cubinhos (observando que com as cascas eu faço um chazinho).
Também já fiz com as cascas e ficou muito bom.
Espremo gotinhas de limão nas maçãs e já misturo com elas açúcar e canela em pó.
Bato a massa, e coloco numa fôrma refratária untada: metade da massa, as maçãs e a outra metade da massa.
Salpico mais um pouco de canela e levo ao forno já aquecido até ficar coradinha.

MAÇÃS COM AS CASCAS



MÃOZINHAS PEQUENAS SE SERVINDO AINDA NO FOGÃO



COM UM CHAZINHO DAS CASCAS DA MAÇÃ
(escovar muito bem as maçãs antes de descascar)







sexta-feira, 4 de abril de 2008

ALMOÇO NO QUINTAL...

AVES COM VEGETAIS !!!
O ALMOÇO FOI DELAS...



ALQUIMIA QUE AQUECE

Tem gente que não gosta, mas é inegável o poder reconfortante e aquecedor de uma sopinha.
Num final de tarde de domingão, com a temperatura baixando, eu e meu filho resolvemos fazer uma sopinha pra fechar o final de semana.
Lembrei-me de que havia comprado cevada em grãos e lá fomos nós, juntar nossos ingredientes para a nossa alquimia.
Tudo muito simples, sem segredos, que não requer prática tampouco habilidade. Já uma panela de pressão.....deixa tudo bem mais rápido.

Então eu juntei, talos de espinafre, batata, abobrinha caipira, cenoura, alho poró, cebola e alho.



Refoquei no azeite cebola, alho e alho poróe juntei os demais ingredientes picados pequenos pero no mucho.
Aí juntei água e cevada no olhômetro, temperei só com sal e deixei cozinhar.
No meu pratinho eu juntei mais azeite e queijo ralado. Comemos com pãozinho integral.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

PRA LÁ DE BAGDÁ - A MISSÃO

Quando postei as receitas de coalhada fresca e hommus no início da semana, a Yara deixou um comentário que estava faltando o babaganuch.
Provocou né !! Passei a tarde de terça-feira pensando nas berinjelas que tinha na geladeira e cheguei em casa decidida a por mãos à obra.
Já havia feito uma vez no forno, mas resolvi que desta vez iria tentar a chama do fogão. Quem adorou foi meu filho aprendiz de feiticeiro e retrospectiva do Nero, que adora um fogo e foi o responsável pelo chamuscar das pobrezinhas.

O cheiro não é muito agradável e faz um pouco de sujeira no fogão. Nada tão desesperador, afinal eu sou da época em que se comprava leite in natura e fervia-se num caldeirão.....então quando descuidávamos, ele subia e se esparramava pelo fogão.....ai ai ai...o que não fez uma caixinha longa vida !!
Fui tirando as peles com a berinjela ainda quentinha e o auxílio de uma faca e garfo. É bem tranquilo de tirar. Não coloquei debaixo d'água porque ela fica bem mole e acho que iria se derreter. O aspecto não chama atenção. Mas, aguardemos pelo sabor.


Após retirar toda a casca e os vestígios queimados, bati no copo do mixer, com duas colheres de tahine, um pouquinho de sal, pimenta (eu não tinha zaatar) e um pouquinho de suco de limão. Comi logo em seguida com azeite, mais limãozinho espremido e pãozinho tostado com queijo.

Ah, uma boa pedida também é usar um pouco deste molhinho de gergelim !


Taí Yara, a minha colaboração para a dieta do Dedé.
Agora só falta ela dizer que tá faltando um arroz com carneiro !!!!
Uia !!

terça-feira, 1 de abril de 2008

TIRANDO UMA CASQUINHA...

Neste final de semana que passou, resolvi fazer o doce de casca de maracujá que aprendemos no curso COZINHA BRASIL do SESI, que já contei aqui.
Pedi ao meu marido que me ajudasse a descascar o maracujá, pois senti que euzinha, canhoteira e meio estabanada não iria conseguir (pelo menos tenho uma boa desculpa: O mundo não foi feito para os canhotos...).
Adaptei a receita pois achei a primeira que fizemos no curso muito doce.
Usamos
2 maracujás
1 xícara não muito cheia de açúcar
1 xícara e meia de água
1/4 de xícara do suco do maracujá - eu deixei algumas sementinhas por frescura
Canela em pau e cravo da Índia
Corta-se o maracujá ao meio, retira-se aquele véu que prende a polpa e descasca-se, preservando a partezinha branca que deve ser picada em cubinhos. Essa é a parte chata e a fruta não pode estar murcha pois nesse caso a parte branca desaparece e aí não dá mesmo pra descascar.




Deixei de molho com água na geladeira de um dia para o outro, escorri a água no dia seguinte e levei ao fogo com os ingredientes ali de cima. Ele fica delicado e gostoso, eu arrisco dizer que ficaria maravilhoso com um sorvetinho de baunilha ou coco, mas como não tínhamos, comemos somente o doce mesmo. Pensei nele assim como uma calda de sorvete, porque o experimentei ainda quentinho é é muito gostoso.



segunda-feira, 31 de março de 2008

PRA LÁ DE MARRAKESH

Gosto muito de comida árabe. Um irmão de minha mãe se casou com uma síria e quando éramos crianças adorávamos vê-la falar com os familiares naquela língua tão diferente, comer as deliciosas esfihas, kibes, carneiro, coalhada, arroz com lentilhas e todas as coisas boas que ela fazia e muitas que hoje eu faço pois aprendi com ela.
Uma delas é a coalhada fresca que eu acabo transformando em coalhada seca.
Embora eu tenha uma iogurteira antiga da marca Braun e que tem os copinhos individuais, acabo fazendo da moda tradicional coalhando o leite com um copinho de iogurte natural (Leco, Vigor, Batavo,etc).
Aqueço um a um liro e meio de leite e junto o conteúdo de um copinho. Costumo colocar no forno, bem tampadinho. Em época de frio já cheguei a enrolar em uma toalha e depois em uma manta de lã. Outra opção é aquecer um pouco o forno, desligá-lo e depois deixar a tigela lá dentro, sem balançar o fogão.
Depois que o iogurte fica pronto, eu separo um pouco pra comer com granola, frutas, etc e uma parte eu faço a coalhada seca. Antigamente (nossa como eu sou velha, hehe) eu até usava um pano e deixava esgotando o soro, mas rendi-me á modernidade.
Coloco a coalhada em um coador de papel, encaixo o suporte do coador em uma jarrinha de porcelana e deixo durante a noite na geladeira. No dia seguinte o soro escorreu todinho e eu tiro a coalhada do coador.





Aí é só temperar a gosto. Eu uso azeite, orégano e sal e de vez em quando uma pimentinha ou molho de alho com gergelim.

Outra coisa que gosto é o hommus e quando cozinho o grão de bico também separo um pouquinho para fazer a tal pastinha. Não deixo de molho de um dia para o outro e nem tiro a pele pra não perder a pectina (aquela fibrazinha que serve de "skate" auxiliando nosso intestino a trabalhar).
Coloco na panela de pressão e quando levantar fervura, marco uns 10 minutinhos. Aí desligo o fogo e deixo lá na panela até ela esfriar. Abro, verifico a consistência e normalmente ele está um pouquinho duro ainda, mas faltando apenas um pouquinho para o ponto desejado. Então é só ligar o fogo e o tempo de cozimento acaba ficando bem menor.
Com uma porção de uns 250 gramas, eu bato no liquidificador com umas três colheres de Tahine (aquela pastinha de gergelim comprada no mercado - tem óleo pra caramba...), sal e um dente de alho. Coloco aos poucos e vou batendo também aos poucos com um pouquinho da água do cozimento para o liquidificador não pifar. E está pronto. Na hora de servir, pode-se usar mais azeite de oliva, orégano, limão, azeitonas e folhinhas de hortelã.....sem esquecer de um pãozinho tostado.



domingo, 30 de março de 2008

CUMPLEAÑOS

Sabadão meio nublado e resolvo ir com minha filha à uma feira de produtos agrícolas familiares e de artesanato que acontece aos sábados no Passeio Público daqui de Curitiba.
O local é o primeiro parque inaugurado em Curitiba no ano de 1886 e possui quase 70.000 m2. Foi o primeiro zoológico da Capital e hoje abriga apenas animais de pequeno porte como macaquitos, cotias, e muitos pássaros. Possui um pórtico principal que é cópia fiel do Portão do Cemitério de Cães de Paris (eu nunca tinha nem ouvido falar,mas tudo bem). O parque é utilizado por pessoas que fazem corridas e caminhadas, pais que levam crianças para ver os bichinhos, mas também por prostitutas, bêbados e desocupados aguardando uma possível vítima desavisada com carteiras, bolsas, etc. Mas, infelizmente não é um "privilégio" daqui.




E ontem era justamente o aniversário de Curitiba que completou 315 anos. Daí que justamente no horário em que chegamos ao parque havia uma comitiva do Sr. Prefeito inaugurando um módulo da Guarda Metropolitana e aproveitamos para tirar algumas fotos. Bem, não tenho as mesmas convicções políticas que ele, mas uma convicção é quase unanimidade aqui na cidade: He's very handsome !! Até minha filha comentou isso.
Claro que para explorar o contexto político ele ficou durante uns quinze minutos em frente à gaiola da ave símbolo do seu partido, enquanto a imprensa mandava ver nos cliques das máquinas.







Na feira encontramos muita produção da agricultura familiar, mas não necessariamente orgânica e talvez isso ainda esteja um pouco distante do entendimento da maioria e acredito que pelo fato de muitas pessoas estarem à procura de alimentação mais saudável, os produtores muitas vezes acabam se aproveitando e cobrando um pouco além do justo. E digo isto mesmo sabendo de todos os revezes pelos quais passam os produtores, desde as mudanças climáticas, até mesmo às dificuldades do transporte da produção, concorrência com produções em larga escala, etc.
Tenho de dizer que algumas produções mostram o selo de orgânicos o que me agradou muito, pois confio que num certo espaço de tempo poderemos ter esta situação bastante espraiada e nossa saúde ficará agradecida.

ESSE É CERTIFICADO...



AINDA MUITAS SACOLAS PLÁSTICAS...


ERVAS DE VÁRIOS TIPOS E CHEIROS...



Quero dizer que o passeio foi muito bom e adquiri bons produtos. Apenas não consegui comprar o frango orgânico, pois já havia decidido o almoço e não queria congelar. Fica para a próxima vez.

sábado, 29 de março de 2008

"A TARDINHA CAI..."



Nesta época do ano (no Brasil começa o outono) já começamos a ter uns ares friozinhos à tardinha e à noite. Durante o dia ainda é como se estivéssemos no verão. Sol e um calor agradável.
Dia desses queria no lanche da tarde algo que confortasse e foi então que me lembrei de algumas mandioquinhas (batata baroa, batata salsa) na geladeira.
Raspei-lhes as casquinhas, cozinhei em água, sal é orégano e bati com o mixer aproveitando a mesma água do cozimento.
À parte juntei azeite, cebola e tomates picadinhos, refoguei um pouco e juntei o creme de mandioquinha.
Fiz umas torradinhas de pão, servi o creme com um pouco de nata e folhas de agrião bem suculentas.
Ficou nota 10 com distinção e louvor.



sexta-feira, 28 de março de 2008

DENSIDADE ABSOLUTA-MASSA ESPECÍFICA

Densidade absoluta ou massa específica é uma característica própria de cada material, por isso é classificada como propriedade específica. A densidade absoluta é definida como sendo a razão entre a massa de uma amostra e o volume ocupado por esta massa. Em geral a densidade dos sólidos é maior que a dos líquidos e esta, por sua vez, é maior que a dos gases.
(http://www.coladaweb.com/quimica/densidade.htm)

Eu sou maluca, mas não pirei tá !!!??? Bem, é que nunca fui muito chegada nas tais ciências Exatas e hoje meu filho já me dá aulas disso tudo... enquanto eu o mando catar coquinhos, porque acho tudo muito chato....hehe. Porém, não tenhamos dúvidas que toda essa teoria, nós fazemos sempre em nossas práticas cotidianas, seja um cálculo para atravessar uma rua de acordo com a velocidade do carro que vem em sentido contrário, seja pra pegar um sinal aberto quando já está mudando para o laranja...etc, etc.

E daí, qual é a novidade ? Nenhuma !
Mas é só pra mostrar que meu bolo de cenoura em cuja última porção de massa juntei chocolate em pó, demonstrou o conceito da Densidade e mesmo sem ter aquela divisor de massas de bolo que deixa o bolo mesclado, todos gostaram do meu humilde e simplérrimo bolinho tosco porém delicioso.

Bati no liquidificador:
2 cenouras, 3 ovos, 1 e meia xícara de açúcar, 1/2 xícara de óleo, 2 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de fermento em pó.
Despejei uma parte na massa na fôrma e no restante juntei sem medir (famoso "olhômetro") chocolate em pó.

A parte escura eu derramei sobre a parte que já estava na fôrma e ficou assim:




Na calda usei no olhômetro: leite, margarina, açúcar e chocolate em pó.





quinta-feira, 27 de março de 2008

SETE, OITO - COMER BISCOITO

Acho gostoso nos finais de semana fazer alguma coisa diferente pra agradar principalmente as crianças. Além do mais, tenho a vantagem de contar com a ajuda de meu "aprendiz de feiticeiro" - o César - meu filho.
E foi num desses sábados passados que resolvi arregaçar as mangas para experimentar a receita da Nani. Aliás esta já e a segunda receita que copio dela e que leva polvilho. As duas ficaram ótimas. Uma foi o biscoitão de polvilho que leva polvilho doce e que não deu nem tempo de tirar fotos. E a outra foi a de BOLINHAS DE POLVILHO.
Quando eu era criança e fui pela primeira vez para o Rio de Janeiro (lá se vão bem uns 30 anos) eu me lembro que comprávamos um biscoito cuja marca era "Engana paulista". E é claro que nós ficávamos meio bravos, pela brincadeira. Mas........eu era uma criança. E mesmo tendo sido "enganada" naquela época, gosto tanto daquele lugar que minha filha é carioca da gema.
Aliás no Rio de Janeiro, existe de há muito o Biscoito Globo, (veja uma história legal e mais uma ) que já rendeu muitas reportagens e matérias. Impossível ir à praia e não comprar um pacotinho, estar num congestionamento e não ouvir um ambulante gritando, Central do Brasil às seis da tarde, passar pela estação das barcas pra Niterói e não comprar um pacotinho e ir se deliciando na viagem...roc roc roc !!!!
Mas, "chega de saudade" e vamos á receita:

Ferva 250 ml de água com 100 gr de margarina.
Numa bacia já deixe misturadas 3 xícaras de polvilho azedo e sal a gosto. Esta mistura deverá ser escaldada com a água e margarina bem quentes. Junte 2 ovos e acabe de misturar.
A Nani usou um saco de confeitar, mas como a massa não gruda (nem precisa untar as assadeiras), nós fizemos bolinhas, cobrinhas, argolinhas, trancinhas e outras "inhas". Ele rende muito e a crocância é tal e qual à dos comprados/industrializados. Da próxima vez que fizer (até já comprei o polvilho), pretendo juntar queijo ralado à massa e também salpicar alguns com gergelim e orégano.
Com um café coadinho na hora, não existe coisa melhor. E é claro, rendem muitas invenções de recheio: cream cheese, geléia, queijo minas, requeijão, doce de leite, margarina, manteiga e tudo o mais que nossa imaginação permitir.
Ah, ia me esquecendo:
Este biscoito não combina com fotos e crianças pois quase não dá tempo de fotografar. O ataque é imediato.




quarta-feira, 26 de março de 2008

SABER DE COR = SABER DE CORAÇÃO

Meu filho de 14 anos gosta de se aventurar na cozinha. Desde que ele era bebê, quando eu estava em casa cozinhando eu sempre o colocava perto e ia narrando pra ele o que estava fazendo. Com o tempo ele começou a querer mexer os cremes, fritar os temperos e saber das coisas.
Ah, e também já ensinei a lavar a louça. É engraçado que na menina ainda não teve o "clique", embora eu tenha feito exatamente igual. Mas já está chegando perto. Ao menos já sabe esquentar comida, fazer uma torradinha, preparar vitamina e blá blá blá.
Como eles estudam pela manhã, não é raro eu chegar em casa após o trabalho e já termos algo para o lanche da tarde. Dia desses foi um bolo de chocolate cuja receita eu lhe passei há algum tempinho e ele já sabe fazer de cor, pois diz que é o bolo que mais gosta. Tudo aquilo que sabemos de cor traduz aquilo que sabemos e trazemos verdadeiramente no coração. Mais do que pensar no mundo que deixaremos para nossos filhos, e isso implica várias questões de consciência ecológica/ambiental, financeira, responsabilidade social, cidadania, etc, acredito que temos de pensar também: que filhos deixaremos para o mundo !!!!!

Ele usa:
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de chocolate em pó ou cacau
2 ovos
1/2 xícara de óleo
1 xícara de água fervente
1 pitada de sal


terça-feira, 25 de março de 2008

UMA IDÉIA NA CABEÇA E ALGO NA GELADEIRA...

Sábado queria fazer caftas feitas por uma amiga de Brotas que tem um açougue. São embaladas uma a uma e deliciosas. Mas acho que ficam um pouco secas quando assadas e então resolvi fazer um molho para acompanhar e que tivesse aquele sabor doce/salgado/apimentado que em casa gostamos.
Lembrei de algumas comidas indianas, chutneys, mas o tchan veio mesmo de um molho de abacaxi com pimenta da Cris .
Tasquei da geladeira uma manga, duas maçãs que descasquei, pimentinhas vermelhas do meu quintal, casquinhas finas de um limão, pimenta do reino em grão, suco de uma laranja, um pouco de água, sal, açucar e foguinho baixo.
O resultado taí nas fotos e no bowl que retornou vazio para a pia. Gosto de ter esses insights que me guiam às vezes para o inusitado, às vezes para algo que sai errao, mas que aí vem outro insight para consertar, e acredito que é assim que vamos inovando e deve ser assim que os pratos vão sendo inventados.
Lembrei-me do Glauber Rocha que dizia: Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.
Acho que é isso que nos faz fugir dos formalismos e das coisas extritamente técnicas.




sexta-feira, 21 de março de 2008

CHIQUITA BACANA LÁ DA MARTINICA

Se na música a Chiquita se vestia com a casca de banana, na vida real nós fazemos bolo com as cascas.
Foi então que numa noite dessas ao chegar da aula resolvi fazer o bolo que utiliza as cascas.

Vai a receita:
Cascas de quatro bananas (lavar bem com uma escovinha antes de descascar)
2 ovos (claras em neve)
2 xícaras de leite
2 colheres de margarina
2 xícaras de açúcar (a receita original pede 3, mas achei muito)
3 xícaras de farinha de rosca
1 colher de fermento em pó
Bata no liquidificador as gemas, leite, margarina, açúcar e as cascas. Não se assuste porque de acordo com o grau de amadurecimento e do tipo das bananas, a coloração da mistura vai variar desde o verde até o roxo azulado) .
Despeje a mistura em uma tigela, junte a farinha, as claras em neve, o fermento. Use assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido.
Faça uma calda com 1/2 xícara de açúcar, 1 e 1/2 xícara de água (eu diminui o açúcar) e suco de limão (se quiser) e junte as bananas em rodelas. Use para cobrir o bolo ainda quente.
E tome muito cuidado com o preconceito pois também na culinária ele pode te impedir de muitas coisas na vida. Dentre elas, saborear este nutritivo bolo.






ÚLTIMA AULA - COZINHA BRASIL

Ontem terminamos nosso pequeno curso que durou quatro dias, mas que nos ensinou muito. E depois dizem que não se ensina truque novo pra cachorro velho....hehehe.
Os pratos que fizemos foram: bolo (doce) de abobrinha (nosso bolo de formatura), brasileirinho (versão do baião de dois com a intenção de aproveitamento de sobras) e salada diferente que usa pão amanhecido e um molho de maionese que não leva ovos mas leite. Particularmente elegi o bolo de abobrinha e o molho da salada como os melhores da noite.
E na correria de ir pra aula não percebi que estava com as baterias da máquina acabando e aconteceu que não pude fotografar tudo. A sorte é que para a entrega dos diplomas havia outro colega que providencialmente fotografou todo mundo e depois vai nos disponibilizar as fotos.
Como nos outros dias, além das comidas, na aula falamos sobre cuidados durante as compras, desde a escolha dos produtos, suas embalagens,tabelas nutricionais, promoções, idoneidade dos estabelecimentos, etc.
Tivemos breve noção de congelamento/descongelamento de alimentos e também sobre a técnica do branqueamento.
E num programa desses não poderia faltar o tema do consumo consciente, economia de energia e água, diminuição de lixo, etc. Claro que para esses temas, o tempo é reduzido, mas já é uma gota num oceano e vejo que as pessoas estão modificando sua forma de pensar, quiçá de agir.
Ao longo da semana irei postar alguns pratos que aprendi e já comecei a testar. Até agora deu tudo certo e estou muito feliz. Fico pensando no exponencial que um breve treinamento desses pode ter, se cada um dos quarenta alunos conseguir ensinar ao menos uma pessoa e depois cada uma ensinar mais uma, e mais uma, e mais uma,....é um trabalho para gerações, mas alguém já começou. Todos estão convidados !!!!
Lucas fez o bolo. Esse menino é muito especial !!!

E ajudou a servir os pratos.
Não disse que ele é especial ??
E confessou que quer ser chef !

quinta-feira, 20 de março de 2008

TERCEIRA AULA - COZINHA BRASIL

Na aula de ontem, tivemos noções da pirâmide alimentar e além dos degraus com os tipos de alimentos, a nutricionista explicou a necessidade de incluirmos o DEGRAU DA ATIVIDADE FÍSICA.
Com a pirâmide recebemos noções básicas de PROPORCIONALIDADE - MODERAÇÃO e VARIEDADE.
Também conversamos bastante a respeito dos alimentos funcionais, com grande destaque para a soja que eu particularmente adoro.
Claro que a intenção do curso não é explorar os conhecimentos da Nutricionista a um nível de complexidade grande. Por se tratar de um treinamento de pouca duração e destinado à pessoas comuns, donas de casa, comunidades pobres, grupo de trabalhadores de determinadas empresas, ele deve estar mesmo em um nível de entendimento mediano. Não precisamos por exemplo saber o número de moléculas contidas no alimento X , número exato de calorias em um alimento Y, etc. Inclusive porque quanto mais prático e em linguagem acessível, muito mais facilmente consegue atingir seu objetivo. Acho que a "Lei da Simplicidade" de John Maeda, embora dirigida à nossa era tecnológica encaixa-se perfeitamente também em demais aspectos de nossa vida. O comer, desde a compra do alimento, sua confecção, apresentação e entendimento acho que é um deles.
Bem, vamos voltar a falar de ontem. Nossos pratos foram: Torta de frango com PTS e espinafre, Macarronada com molho de melancia e doce de casca de maracujá.
Tudo muito gostoso e inusitado. A torta de frango ficou muito rica em sabor e conteúdo, o molho de melancia diferenciado por ser um pouquinho mais doce e a sobremesa de casca de maracujá....ai ai ai ....essa sim mereceu muitos pedidos de bis. É de um sabor marcante, macio e nos faz pensar inúmeras combinações.
Breve quem passar por aqui vai merecer ver mais fotos pois pretendo fazê-los em casa bem como compartilhar as receitas.

A TORTA COM O MACARRÃO


GERSON FOI QUEM FEZ A TORTA....COMEU DE OLHOS FECHADOS



ESSE DOCE MERECE MUITA CONSIDERAÇÃO E REPETECOS


NOSSO COLEGUINHA E MASCOTE DA TURMA - O LUCAS

quarta-feira, 19 de março de 2008

COZINHA BRASIL - SEGUNDA AULA

Na aula de terça feira além de falarmos das propriedades dos alimentos e seus benefícios para nosso corpo e manutenção da saúde, é claro que também cozinhamos, mantendo a máxima do aproveitamento integral dos alimentos.
Os pratos da noite foram: arroz vegetariano, carne com legumes e casca (somente a parte branca) da melancia. De sobremesa, brigadeiro de mandioca.
No arroz, não tivemos muita novidade além de utilizar a couve que foi coada do suco da noite anterior e mantida na geladeira é claro. Estávamos mesmo ansiosos pelo sabor da casca da melancia e também para provar o tal brigadeiro.
Bem, pra quem está acostumado a comer legumes, o sabor é muito bom, lembra abobrinha, fica macia e os temperos e demais legumes dão um sabor bem agradável ao prato. Usamos pimentão, cebola, alho, colorau e tomates. Ah, e a carne utilizada foi acém, que é um corte barato. Pode-se cozinhá-la antes na pressão e depois os legumes são juntados ao final, para não desmancharem.
O brigadeiro realmente fica especial principalmente pelo fato de não ficar muito doce tampouco amargo, já que não sou muito chegada em chocolate.
Na receita utilizamos leite em pó, margarina, achocolatado e mandioca cozida e amassada. Breve postarei fotos e a receita completa pois já prometi às crianças que irei fazer aqui em casa.

Como reflexão, fica o fato de que podemos utilizar e aproveitar nutricionalmente tudo aquilo que estamos comprando, podemos diminuir consideravelmente o lixo que produzimos, mesmo o orgânico. Também há que se imaginar que uma iniciativa desta sendo levada às populações mais carentes, possibilita aquisição consciente de produtos de qualidade, diminui o desperdício, educa e melhora a qualidade de vida das pessoas.

Fiquem preparados para a surpresa do destino da polpa da melancia. Mas isso é para o post de amanhã.

Colega Estanislau ajudou a preparar a carne.


Arroz vegetariano e picadinho de carne com casca de melancia


A vedete da noite: Brigadeiro de mandioca