sexta-feira, 8 de agosto de 2008

NO MEIO DO CAMINHO-AVES E PÁSSAROS-FÉRIAS PARTE I

Uma das coisas que adoro fazer quando estou em Brotas é sair caminhando sem rumo de preferência pelas estradinhas de terra que levam aos sítios e fazendas. Como a cidade é pequena nem é necessário dizer que conhecemos muitos caminhos e vamos nos embrenhando pelas estradas, plantações de cana, pastos, pousadas turísticas, etc.
A diversão é garantida e claro alia-se ao prazer, às conversas descompromissadas, à convivência de pessoas que se gostam. Normalmente vamos bem cedinho, meus sobrinhos, filhos, marido, mãe e aos finais de semana irmão e cunhada que não estavam de férias. No retorno eu e minha mãe fazemos o almoço e temos muitas histórias pra contar.
Claro que não saímos sem máquina fotográfica e tudo é motivo para registramos.
Nesta primeira parte algumas fotos de pássaros e aves e minha eterna adoração por este lugar.

CORUJA - PESCOÇO GIRATÓRIO


ANU PRETO-INSETICIDA NATURAL (VIVE EM SIMBIOSE COM O GADO, COMENDO CARRAPATOS)


GAVIÃO-LIXEIROS DOS CAMPOS (COME ROEDORES E RESTOS DE ANIMAIS MORTOS


SERIEMA-PRESERVA A FAMÍLIA E OS BONS COSTUMES (MONOGÂMICA E SEMPRE VISTA EM CASAIS, ÀS VEZES COM UM FILHOTE)


PÁSSARO PRETO DO BREJO OU CHOPIM DO BREJO (CANTORES AFINADÍSSIMOS)


PICA-PAU AMARELO (AH, AS HISTÓRIAS DO MONTEIRO LOBATO DA MINHA INFÂNCIA)

GRALHA BRANCA-DESCONFIE DELA POIS ROUBA FRUTAS E OVOS DOS NINHOS

quinta-feira, 31 de julho de 2008

SENHORA MANDIOCA...E QUE SENHORA !!!

Chegando de férias diretamente da "Casa do Borão", tentando voltar à rotina aos poucos, andei dando uma passadinha nos blogs queridos, e antes de escrever os posts com fotos e novidades das férias, resolvi que iria participar do "rei da quinzena" do Colher de Tacho porque a rainha Mandioca é pra mim um dos alimentos que comprova a riqueza da cultura alimentar do Brasil, encontrada de Norte a Sul e nos oferecendo múltiplas possibilidades deliciosas, sem esquecer de que nas Regiões Norte e Nordeste chega a ser o prato principal de muitos, ocupando o lugar do feijão com arroz mais comum no dia a dia do Sul e Sudeste. Convido vocês para a leitura de uma radiografia da mandioca feita pela Neide Rigo do blog Come-se, caso ainda não tenham visto...
Sem mais delongas, observo que minha participação não poderia deixar de estar condicionada à simplicidade que procuro imprimir não só nas comidas que preparo como em minha forma de viver, agir, criar minhas crianças.
Portanto, sem requerer extensa prática ou grandiosa habilidade, muito rapidamente preparei mandioca frita, escondidinho de mandioca e carne moída e como sobremesa, sagu. A respeito do sagu, há pouco tempo meu filho contou que na escola um colega achou que as bolinhas davam em arbustos...
Cozinho a mandioca em pedaços, na panela de pressão e já adiciono o sal.
A que irei fritar, corto ao meio no comprimento e retiro o fio. Deixo na geladeira de um dia para o outro, para ficar mais firme. Aliás, a mandioca a ser frita não deve estar cozida muito mole para não se desmanchar.
Aqueço o óleo, frito os pedaços aos poucos para a temperatura não baixar e não deixá-las muito encharcadas. Escorro em papel absorvente. Opcionalmente pode-se salpicar queijo ralado. Não usei.
Para o escondidinho, com a mandioca ainda quente (depois de tirar o fio), bato no liquidificador com um pouco da água do cozimento e uma colher de manteiga. Vou observando o ponto e colocando mais água se for o caso (pode-se usar leite ou nata que também dão uma cremosidade) . Num refratário untado com manteiga/margarina, coloco uma camada do purê da mandioca, a carne moída refogada com temperos a gosto e mais uma camada do purê de mandioca. Levo ao forno e sirvo quentinho. Também opcionalmente pode-se cobrir com mussarela, queijo ralado ou queijo coalho.



Quanto ao sagu, uso em receitas doces ou salgadas e quando meus filhos eram pequenos eu lhes dava muita papinha com sagu pois além de gostosa facilitava muito a deglutição e faziam uma farra com as bolinhas.Ultimamente chefs famosos brasileiros andam fazendo menus contendo "caviar de sagu" - brasileiríssimo e diferente.

Fiz o sagu mais tradicional, com vinho e açúcar, mas também costumo fazer com leite/cravo/canela e também com suco de laranja, abacaxi ou maracujá. Ah, e pode ser servido quente também, principalmente aqui, onde o clima é mais frio.

Cozinho e lavo o sagu para que não precise fazer tanta calda pois o amido é bem abundante e acaba "secando" o líquido à medida em que vai esfriando.Para cada xícara de sagu, fervo 3 xícaras de água e junto as bolinhas mexendo vez em quando até ficarem transparentes. Escorro numa peneira ou escorredor de macarrão e até lavo com água quente para as bolinhas ficarem mais soltas. Para ter menos trabalho minha mãe costuma apenas deixá-las de molho em água para hidratá-las. Faço então a calda, na proporção de duas xícaras de vinho e uma xícara de água para cada xícara de bolinhas. Uso vinho tinto doce e deixo ferver com pedaços de gengibre, canela e cravo (opcionais). Depois que a calda ferveu, junto as bolinhas e vou mexendo até tomarem o gosto e cozinhar mais um pouco. O açúcar eu adiciono a gosto e apenas ao final do preparo para que as bolinhas não endureçam (esse macete é muito importante).

Agora o creme:

Bato bem uma gema com 1/2 xícara de açúcar e despejo em uma xícara de leite fervendo. Fora do fogo misturo bem (de preferência com um batedor) e vou juntando uma xícara de creme de leite ou nata. Adiciono gotinhas de baunilha a gosto.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

EMPADINHAS DO BEM...

Nossa conhecida e querida moça do bem, a Laila; que confessou ser uma empadeira nata, publicou ainda no final do mês de junho um post sobre empadas. Como me identifiquei no mesmo gosto pelo petisco, resolvi copiá-la é claro.
E no domingo passado resolvi fazer as tais empadas que chamei de Empadinhas da Lailinha !!!!
Confesso que estava meio preguiçosa para fazer nas forminhas pequenas e resolvi com meu filho que faríamos apenas uma demonstração unitária, e com o restante da massa e recheio teríamos um grande empadão.

Bem, a massa é gostosíssima e eu por conta própria diminuí um ovo da massa, ou melhor; usei dois ovos inteiros na massa, mais uma clara, e a gema desse terceiro ovo, usei para pincelar.

Meu recheio também levou sobrecoxas além do peito, pois pensei que elas o deixariam menos seco.

Cozinhei as carnes do recheio com temperos a gosto, desfiei grosseiramente (não processei) pensando num recheio bem pedaçudo. Aí refoguei cebola em azeite, juntei as carnes, um tomate sem semente e muita azeitona preta. Num copo com um pouco de água, dissolvi uma colher de amido de milho e juntei ao refogado.

Também diferentemente da Laila, eu usei o caldo para uma sopinha da tarde que fiz com macarrão e legumes.

O resultado taí. Não tive tempo hábil para fotografar o empadão.....imaginem por quê !!!!!







quinta-feira, 3 de julho de 2008

VÊ, ESTÃO VOLTANDO AS FLORES...

Vê, estão voltando as flores
Vê, nessa manhã tão linda
Vê, como é bonita a vida
Vê, há esperança ainda
Vê, as nuvens vão passando
Vê, um novo céu se abrindo
Vê, o sol iluminando
Por onde nós vamos indo
Por onde nós vamos indo...
(Paulo Soledade)




sexta-feira, 27 de junho de 2008

A VER, O ROCAMBOLE DA FER

Já faz um tempinho que fiz essa receita de rocambole que descobri no site da nova "mufeira" (fazedora de muffins), a FER AYER .
A receita é bem simples, da vovó da Fer e nos permite abusar da criatividade quando se pensa no recheio.
Eu fiz com leite condensado cozido tal como a autora.
Na massa usamos:
6 ovos
1 xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
Bate-se as claras em neve. Em um outro recipiente bate-se as gemas e o açúcar até clarear e ficar uma mistura bem fofa. Aí, vai colocando a farinha de trigo aos poucos e por último as claras em neve, já com a batedeira desligada, apenas incorporando com uma espátula.
Usei uma assadeira retangular grande e embora a massa pareça pouca, ela cresce bastante, inclusive pode dar uma alisadinha com a espátula para o rocambole ficar bem fininho (aliás mais fino que o meu, pois não usei a técnica).
Assar em forno pré-aquecido de acordo com o gosto por massa mais clarinha ou mais escurinha. O tempo de forno é rápido.
Desenforme sobre um pano úmido para facilitar na enrolação. Coloque o recheio e enrole. Só não enrole pra comer porque é delicioso. Se desejar, a fim de dar um toque mais bonitinho pode polvilhar canela e açúcar.
Eu polvilhei com canela, açúcar e noz moscada.

Como eu disse no início do post a Fer faz muffins para vender e tem um "portfolio" de produtos muito especiais. Aproveitem e passem na MUFFERIA pra conferir.



domingo, 22 de junho de 2008

A SUSTENTÁVEL LEVEZA DO PLANETA...

A cozinha andou um pouco à meia luz nos três últimos dias da semana pois estive participando do GLOBAL FÓRUM AMÉRICA LATINA, que deu continuidade a um evento acontecido em Cleveland em 2006. Naquele momento e naquele local, líderes empresariais e representantes do mundo acadêmico se reuniram para identificar áreas de cooperação entre estes "dois mundos", visando promover ações efetivas para o desenvolvimento sustentável global.


Uma das propostas àquela época foi que o Fórum tivesse novas edições em caráter regional e o Brasil foi indicado para sediar o primeiro Global Fórum América Latina e lá fui eu ajudar a fazer essa farofa latino americana a ser servida ao mundo, aproveitada por todos e com ingredientes que respeitem, preservem, mantenham e sustentem adequadamente o nosso planeta.

Estavam presentes representantes do governo, sociedade civil, indústria e academia visando uma articulação para ações cooperativas e formação de alianças estratégicas entre estes quatro atores implicados na educação para a sustentabilidade.

Também visou a detecção e debate das necessidades empresariais que buscam o desenvolvimento sustentável, na capacitação dos que saem das escolas de ensino superior, bem como a formação de líderes inovadores preparados e conscientes de suas responsabilidades perante as demandas de um mundo global, e já que estou contando esta história no meu blog, poderia dizer também, demandas de um mundo "Blogal", pois acredito que também e principalmente estas redes da blogosfera podem se engajar e muitos blogs já o fazem, numa tentativa ímpar de conscientização, disseminação e enraizamente de uma nova mentalidade, nova forma de cuidar do mundo, consumir menos, produzir menos lixo, e não achar que o planeta é um eterno almoxarifado de onde apenas vamos tirando, tirando, tirando...e devolvendo lixo, sujeira e fumaça.
Tivemos apresentações de resumos científicos e relatos empresariais e também trocamos experiências e debatemos propostas de ação e engajamento.

Nos dois últimos dias, como numa enorme sala de aula, e com uma metodologia definida - A Investigação Apreciativa, procuramos estabelecer estratégias a ser implementadas de forma articulada, interdependente e mutuamente reforçadoras. Essa metodologia foi conduzida por Ronald Fry, da Weatherhead School of Management de Cleveland, um de seus formuladores.


A palavra catalisadora do encontro foi "Mudanças", pois as mesmas são feitas por pessoas e a conclusão é que a difusão do conceito de sustentabilidade nas empresas e nas escolas, passa por uma transformação que aconteça no plano pessoal.
Na segunda manhã tivemos cinco palestrantes plenamente envolvidos com o tema e que nos proporcionaram momentos de reflexão, de uma forma simples e por assim dizer, até bem humorada.

RICARDO YOUNG - INSTITUTO ETHOS

Teoria "U" - Demonstra que estamos na iminência do surgimento de um novo líder. Líder transformador da realidade que desafia seus próprios conceitos e tem a coragem de ousar. O líder herói está fadado à falência porque a sociedade clama para que a liderança tenha capacidade de olhar acima e além de interesses pessoais, da própria organização ou de seu setor.



OSCAR MOTOMURA - GRUPO AMANA KEY

"Pessoas devem subir no helicóptero e enxergar as conexões do departamento com a empresa, da empresa com a sociedade e subindo o helicóptero, conseguir enxergar sob o prisma do planeta". Não existe nada mais poderoso que a iniciativa das pessoas pois elas é que podem acelerar as mudanças. O lado negativo é quando as pessoas acham que já fizeram o bastante e deixam o resto do trabalho para os outros. Muitas pessoas atentam contra a sustentabilidade em razão do analfabetismo ecológico, por não saberem que o ato até pode ser pequeno, mas a intenção é muito grande."

CLÁUDIO DE MOURA E CASTRO - FACULDADE PITÁGORAS

"Sem informação e conhecimento não se dá passos para a frente.Havendo cooperação é possível empreender ações pelo benefício coletivo. É necessário trilhar todo o processo de educação, não se pode pular etapas. A intelectualidade brasileira já mudou e agora a mudança tem de chegar mais abaixo. É uma evolução interessante."
CHRISTINA CARVALHO PINTO - MERCADO ÉTICO

Necessidade de expandir a consciência sustentável para todas as faixas sociais e etárias da sociedade. Necessário fazer perguntas a si mesmo: o que eu gostaria de ser e fazer neste processo? Onde estão meus valores?
MARIO MONZONI - CENTRO DE ESTUDOS EM SUSTENTABILIDADE FGV

Percepção e consciência da necessidade de mudança da visão individualista e de repensar o coletivo. Mudança de foco na educação com foco em sustentabilidade pode ser feita com a introdução de uma metodologia não mais baseada na arrogância ou na sabedoria de apenas um só. Formar algo valioso no futuro, repensando o coletivo.


RAM CHARAN - CONSULTOR MUNDIAL DE NEGÓCIOS

O indiano se apresentou na tarde do segundo dia e estabeleceu 10 princípios para que tenhamos iniciativas de inovação social e criação de redes sociais sustentáveis. Disse que qualquer pessoa pode colaborar com o desenvolvimento sustentável de outra, de grupos ou de comunidades. Que a colaboração não exige dinheiro, mas tempo, dedicação, paixão e ferrramentas específicas. Sintetizou que a chave está em usar o cérebro, desenvolver a mente e o raciocínio lógico.
"Os analfabetos e os que vivem na pobreza, têm o poder de raciocinar e é com o raciocínio que devemos trabalhar. É preciso fazê-las falar e ouvi-las, orientá-las para articular o pensamento, para ter lógica. No mundo todo há casos de analfabetos que ergueram impérios e só depois aprenderam a ler e escrever".
Nas próximas postagens, mais detalhes do Fórum, da comida, do local e da continuidade dos trabalhos.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

QUEM MEU FILHO BEIJA, MINHA BOCA ADOÇA

De vez em quando as coleguinhas da minha filhota inventam de fazer a noite do soninho. Então escolhem a casa de uma delas pra passarem a noite, normalmente às sextas-feiras.
E então quando é hora de buscá-las no sábado, invariavelmente eu acabo voltando pra casa com mais de uma, além da minha própria menina.
É uma alegria, pois além da juventude, elas trazem ânimo, coragem, e uma ingenuidade gostosa de pequenas mocinhas com 10, 11 anos de idade. E acho importante terem uma convivência saudável e irem formando os laços de amizade, respeito, generosidade...
E foi num desses sábados que tivemos 3 florzinhas especiais pra compartilhar de nosso almoço: A Flávia, A Beatriz e a minha Bruna.
Preparei pra elas com muita simplicidade: Arroz branco, feijão, salada de alface americana com tomate, bife à milanesa e banana da terra frita.
O bife à milanesa aprendi a fazer com a minha mãe:
Tempero os bifes (uso patinho ou alcatra) com sal, orégano, alho, tiquinho de azeite, tiquinho de vinagre
Passo pela farinha de trigo com uma colherzinha de fermento em pó, pelos ovos batidos com uma pitada de sal e um pouquinho de azeite, e depois na farinha de pão.
Frito em óleo bem quente e pronto.



A banana da terra eu corto fatias em viés, coloco numa tigela e rego com azeite, açúcar, pitada de sal e espremo um limão ou uma laranja e deixo marinando. Na hora de fritas é só aquecer uma panela de fundo grosso, juntar as bananas, tampar, agitar a panela de vez em quando (não mexo com colher para não machucar os pedaços) e deixar no ponto preferido. O açúcar vai derretendo e ficando marronzinho, o azedo com sal e açúcar se confundem e é delicioso.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CEM FUROS...

Quando éramos crianças, haviam coisas que comíamos apenas em ocasiões especiais, principalmente algumas sobremesas. Comuns eram as compotas caseiras de abóbora, pêssego, figo, mamão verde, laranja azeda, que eram feitas com esmero pelas avós. As laranjas passando dias em saco de algodão dentro de um tanque de água para perder o amargo, o mamão verde deixado de molho na cal, assim como a abóbora, os pêssegos e figos descascados um a um.
Em resumo, era sempre alguma fruta, normalmente do próprio quintal ou sítio, açúcar e fogão, normalmente o à lenha. Os doces mais elaborados e com ingredientes diferenciados como leite condensado, chocolate, castanhas e/ou bolachas, eram apenas para as ocasiões especiais como Páscoa e Natal, quando toda a família se reunia.
Uma dessas delícias era o clássico pudim de leite condensado que enchia a gente de vontade desde a abertura da latinha que corríamos para lamber a tampa e passar o dedo pela lata. E o que dizer de quando nos cortávamos e logo vinha o sangue misturado com o doce que tingia-se de rosa. Ai que delícia, ai que saudade !
E o que dizer das primeiras caldas de açúcar queimado que vi minha mãe fazer. Quanta ingenuidade, nunca ter pensado nisso antes, fazer um monte e comer de colher, na panela de fundo grosso e ouvir da mãe que raspando a panela era chuva no dia do casamento. Pois no meu, a chuva foi substituída por um frio em dobro. Raspei muita panela, que coisa boa.
Hoje fico feliz quando faço pudim de leite condensado em casa, porque meus filhos fazem uma festa e é como se eu voltasse no tempo e lembrasse de mim mesma.
Gosto do pudim com cem, mil, três mil furos e já me falaram que para isso o segredo é não bater muito no liquidificador. Mas nunca reparei se é por isso mesmo ou se esta é alguma explicação teórica científica que carece de aprovação. Pudim sem furos é furada, hehehe !
Então para um pudim com mais de cem furos eu bato no liquidificador:
1 lata de leite condensado
1 lata de leite
1/2 lata de nata ou creme de leite
3 ovos

Caramelizo o açúcar, coloco na forma de buraco e asso em banho maria por mais ou menos 40 minutos.
Deixo esfriar bem e desenformo.



quarta-feira, 4 de junho de 2008

PROJECT BLUE - THE BOY AND HIS DRUM

Como alguns já sabem, a fotógrafa Anna Carson tem lançado alguns "desafios coloridos" para leitores de seu blog. Basta fotografar de acordo com a cor sugerida. Desta vez a cor é o azul.

Então lá vão minhas fotos do desfile de aniversário de Brotas no dia 03 de maio.

THE BOY AND HIS DRUM



sexta-feira, 30 de maio de 2008

É DO BRASIL, É DA DONA MARI...

Como o post do pinhão despertou algumas curiosidades, resolvi colocar uma receita com essa iguaria genuinamente brasileira, deliciosa e que está em plena safra nesta época aqui pelo Sul. Da outra vez comentei que os melhores pinhões são os que têm as pontas com coloração esverdeada e as cascas mais clarinhas pois estão mais novos. Aproveito quando temos bastante oferta e congelo em sacos de um Kilo e tenho os pinhões pelo ano todo. Então quando quero utilizar, é só levar direto para a pressão e cozinhar por mais ou menos uma hora.
A Dona Mari é a mãe de um colega de trabalho, e foi ela que ensinou a fazer a sopa de pinhão cuja receita e fotos gentilmente me mandou com exclusividade para a publicação.

Claro que o filho e as netas só chegam quando a sopa já está pronta e os dedos doídos de tanto descascar pinhão. Para quem não sabe, o trabalho de descascar é facilitado se os pinhões ainda estiverem morninhos pois a casca sai com mais facilidade. Portanto, mantenha os pinhões na água do cozimento enquanto vai descascando.

Segue a receita e aproveito para agradecer a Mari.

Sopa de Pinhão da Mari
********************

1 Kg de Pinhão cozido, descascado e processado
600 gr de carne (músculo, peito, posta branca ou outra de sua preferência)
1 cebola
1 dente de alho;
2 tomates;
Sal, cominho, louro, molho de soja, óleo de soja;
Preparo:
Cozinhar o pinhão em pressão, descascar, moer no processador e reservar.

Refogar a cebola, alho e tomates no óleo e colocar a carne em cubinhos
Pode-se usar um tablete de caldo de carne e neste caso cuidado com o sale o shoyu .
Adicionar água aos poucos e deixar cozinhar até que a carne fique bem macia.
Quando a carne estiver no ponto, adicionar o pinhão moído e água de acordo com o gosto por um caldo mais grosso ou mais ralo.
Se quiser o caldo ainda mais grosso, pode-se ainda adicionar um pouco de farinha à água.
Se for usar músculo faça na panela de pressão pois a carne é mais dura.

Acho que deve ter ficado muito boa e a dica é como sempre usar a criatividade, tendo o ingrediente principal que é o pinhão. Não tem segredo e combina com tudo e é muito bom.






A VIDA POR UM FIO...















segunda-feira, 26 de maio de 2008

GATO ESCALDADO

Definitivamente meu marido que é muito habilidoso em muitas coisas como instalações elétricas, conserto de equipamentos, reformas, pinturas, trabalho com madeira, dentre outras; é um péssimo comprador de presentes. Em raras ocasiões ele conseguiu acertar e isso já virou lenda aqui em casa...hehehe. Antes eu me irritava, mas hoje já me acostumei e sosseguei. Afinal, gato escaldado tem medo de água quente e pra não colecionar objetos indesejáveis, roupas que nunca usarei, combinamos que ele não me dá nada e ele se dispõe a me dar o que eu peço, me levar a algum lugar e etc.
Então, pra não passarmos o dia das mãe em branco (que atrasado este blog...), até porque as crianças o cobraram pelo presente, eu escolhi que iríamos comemorar em um restaurante e acabei seguindo a indicação de um colega do trabalho.
Fomos à uma churrascaria que ainda não conhecíamos e atualmente a maioria delas servem algumas massas como polenta cremosa, pennes e conchigliones com molhos e recheios variados.
As carnes estavam muito boas, destaque para uma maminha ao molho de mostarda e mel, mas o inusitado foram os recheios doces e os molhos também doces acompanhando as massas em formatos de conchas. Experimentei o recheio de doce de banana, de abacaxi e de abóbora com coco. Todos muito gostosos.
Os molhos eram de chocolate branco, chocolate preto e doce de leite que foi o que eu mais gostei. Eles são servidos bem quentinhos e dão um toque bastante diferenciado às massas cozidas al dente e levemente salgadas.
Quanto às sobremesas destaco o nhoque de chocolate que experimentei embora não seja fã dessa iguaria, mas não podia perder de contar e mostrar pra vocês. Ele é frito e servido quentinho com os mesmos molhos doces das massas.
As crianças adoraram e misturaram os molhos de chocolate branco e preto. Eu preferi o de doce de leite e no dia seguinte fiz em casa pra servir com bananas fritas. Idéia aprovada por todos em casa.

O PRATO PRETO DE MOLHO E NHOQUE DE CHOCOLATE


Para o meu docinho de leite, caramelei açúcar como para uma calda de pudim e quando bem derretido, juntei o leite. Aí fui deixando apurar bem pouquinho, só agitando a panela de vez em quando. Não deixei engrossar muito para ficar mesmo como um molhinho.


AÇÚCAR DERRETIDO ANTES DE RECEBER O LEITE


BANANINHAS FRITAS EM ANTIADERENTE, COM O DOCINHO

quinta-feira, 15 de maio de 2008

ALÉM DA CARRUAGEM DA CINDERELA...

A Neide tem colocado no COME-SE, desde que esteve em Porto Alegre, posts sobre as comilanças que andou compartilhando por lá. Já fez nove posts e provavelmente ainda teremos mais.
Bem, acompanhei de perto e até troquei alguns emails com ela, comentando sobre as comidas e receitas. E como também já morei no Rio Grande, exatamente na cidade de Santo Ângelo que fica na região Noroeste do Estado e é considerada a capital da Região das Missões, resolvi fazer este post com a foto de uma abóbora doce que fiz há algum tempo.
Lá eles costumam fazer rapidamente enquanto cozinham o almoço para servir como acompanhamento de pratos salgados. Eu costumava fazer com abóbora ou batata doce e aprendi com uma pessoa que trabalhou em minha casa e que cozinhava muito bem, fazendo de cabeça, macarrão e pão caseiros, cueca virada, rosquinha frita, sagu, etc, etc.
Não há segredo nenhum. Basta cortar a abóbora (nesta eu usei a cabotiá com a casca), colocar numa panela com um fundo grosso e despejar açúcar cristalizado em cima. Tampar a panela e conforme o açúcar for derretendo vai se jogando água aos poucos para ir caramelizando o açúcar e cozinhando o legume.
O ponto é o desejado por cada um. Eu não deixo ficar muito mole e até por isso corto os pedaços um pouco maiores. O ponto da calda também depende de cada um e ainda há pessoas que gostam de colocar um pauzinho de canela. Pra quem gosta de comer comida salgada com doce é maravilhoso, principalmente com carnes. Se for fazer com a batata doce, descasque e corte em rodelas grossas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

O MEU PROBLEMA ELE TEM DE RESOLVER...

Quem, assim como eu, já tem uma certa experiência (pra não dizer idade) deve se lembrar do Luiz Gonzaga cantando a música do ovo de codorna.
"Eu quero ovo de codorna pra comer, o meu problema ele tem de resolver. "
E na música ele até procura um doutor que lhe prescreve ovo de codorna.
Pois em casa costumamos comer porque gostamos, e se tiver outro efeito, bingo !!
Além do mais, as crianças também gostam e são fonte de proteínas.
Costumo fazê-los em saladinhas e uma vez até me socorreram pra completar um bolo com os ovos de galinha.
Mas, fazendo uma juntada na geladeira, eis que fiz estas almôndegas com ovinhos de codorna escondidos.
Usei carne moída, sal, pimenta, orégano, cebola, 1ovo, farinha de trigo integral e aveia.
Moldei as almôndegas, coloquei um ovinho cozido dentro de cada uma, enrolei com uma fatia de bacon e dei-lhes forno até ficarem coradinhas.
Garanto que foi sucesso....embora bem menor do que o do nosso eterno Luiz Gonzaga.

TEVE UM QUE QUIS ESCAPAR !!!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A AMIZADE ESTÁ NO AR



Eis o novo mimo que anda pelos "ares" e pelas teias da grande rede.
Este eu recebi com surpresa e veio d'além mar, da doce Filipa .
Tenho absoluta certeza que todas nós temos muito mais do que 10 blogs como favoritos e também que com cada dono/dona de blog temos uma relação diferente e gostosa. Inclusive já vi que muitas das queridas visitantes e visitadas já receberam o selo.
Portanto é muito difícil escolher somente 10, mas não serei eu a quebrar a corrente. De qualquer maneira, saibam todas e todos que me visitam que cada um é especial e muito considerado !! Queria tanto conhecê-los todos pessoalmente.
Bem, diz a regra da "corrente" que devemos copiar o selo em nosso blog, nomear 10 blogs amigos, visitar os mesmos e avisar os donos sobre a nomeação, para que eles dêem continuidade.
Quem for nomeado deve passar adiante e também visitar os nove blogs que foram nomeados juntamente com o seu.
Não se esqueça de avisar os blogs escolhidos e mesmo com tantos outros afazeres eu espero que todas consigamos fazer as visitas e as indicações.
Que essa corrente leve junto consigo boas intenções de amizade, carinho, compreensão. Que possamos sempre ter atitudes de respeito, generosidade, compaixão pelo próximo, até quando ele não está tão próximo.
Todos são muito bem vindos e fico sempre muito feliz por ser lembrada.
Estou presenteando desta vez e em ordem alfabética:
Agda
Cinara
Cláudia
Cris
Goreti
Laurinha
Marizé
Mel
Nani
Neide

quinta-feira, 8 de maio de 2008

PRA VER A BANDA PASSAR...

Voltar de Brotas dá sempre tristeza, um banzo danado.
No último dia 03 de maio, sábado passado, era aniversário de 169 anos da cidade e pude assistir ao desfile cívico das escolas, bandas e fanfarras de cidades vizinhas, escoteiros e tudo aquilo que só quem é do interior sabe que acontece nestas datas. Também foi um dia de rever amigos, ex-professores, gente nova, gente velha, gente conhecida, gente, quanta gente !!!
Ah, que saudade das vezes que eu desfilei, fiquei me lembrando: fui baliza da fanfarra, depois fui tocar na fanfarra, fazíamos os carros alegóricos, quanta lembrança boa. Quanta bagunça e diversão também.
Fiquei todo o final de semana sem qualquer contato com a tal de Rede mundial e confesso que até me deu uma preguiçazinha de recomeçar. Porém, eis que só hoje, quinta-feira estou me atrevendo a fazer uma postagem que ainda por cima estou achando meia-boca.
Mas, porém, contudo, todavia, e apesar de tudo, a primeira coisa que quero mostrar e que foi uma sensação no desfile é o senhorito cachorro que aparece nas fotos abaixo. Um fofo, além de muito folgado, abusando da sua viralatice e cara de dissimulado. Imaginem um cachorro dissimulado !!
Lá vinha a fanfarra e ele não saía do lugar que era exatamente o lugar por onde os integrantes passariam. O público batia palma pra espantar, assobiava, chamava e ele nem aí. Os componentes iam desviando, alguns davam uma cutucadinha com o pé, e ele nem aí. Impassível ! Afinal, entendi que ele se sentia o cavalo do Duque de Caxias na Parada Militar, ora bolas !!!
Pensando bem e pra dar um ar romântico, acho que ele queria mesmo era ver a banda passar, tocando coisas de amor !!!
"Mas para meu desencanto o que era doce acabou,
tudo tomou seu lugar depois que a banda passou !"

E aqui estou eu novamente. Saudade !