terça-feira, 17 de novembro de 2009

NAS NUVENS...

Eu criança gostava de viajar nas nuvens
Eu adulta, continuo criança
Sempre viajando com as nuvens !



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

APAGÃO NO BLOG DA ANA

O apagão neste descontraído, descompromissado, des, des, des, blog não é de idéias tempestivas, tampouco de interesse e vontade. É simplesmente pela dedicação exclusiva ao trabalho que tenho tido ultimamente.
Mas como um verdadeiro apagão aconteceu no país anteontem, e com algumas justificativas de que algo pode ter acontecido nas torres de rebaixamento de energia de Itaberá, acabei me lembrando das fotos abaixo que tenho da localidade pois é por lá que passamos quando viajamos para Brotas.
Justificados pois, os motivos dos apagões !!!!







segunda-feira, 26 de outubro de 2009

ESQUADRILHA DA SAUDADE

Tudo o que tenho esperado dos finais de semana é um pouco de sol.
No quintal, passo a tarde lendo preguiçosamente debaixo do pé de pitanga, vou do jornal do dia, às velhas e guardadas revistas de culinária, recortes antigos de jornais, bula de remédio, obituários. Ah, eu adoro ler, adoro saber de tudo, sobretudo sobre tudo.
E num desses domingos, vindo de longe o som de uma esquadrilha que habitou meus sonhos de menina em Brotas, quando meu pai me levou pra conhecer a Academia da Força Aérea em Pirassununga. E não é que eles estão sobre minha cabeça ?? Não, não estou plagiando Caetano em sua Tropicália, mas é impossível não lembrar : "Sobre a cabeça os aviões, sob os meus pés os caminhões, aponta contra os chapadões, meu nariz."
Corro pra buscar a máquina, mas é tudo muito rápido e confuso. Ouvir os motores, tentar saber de onde vêm, posicionar a máquina, clicar. Mesmo assim, ainda consigo e fico alegre, volto à infância, como quando meu pai me levou pra conhecer a Academia da Força Aérea em Pirassununga.





SIMPLICIDADE, AMOR E ALEGRIA

A história é cheia de histórias e a de São Francisco de Assis, cuja data comemorativa cai em 04 de outubro, diz que ele é o santo da simplicidade, do amor e da alegria.
Pra mim então, São Francisco era "o cara" e essas 3 características já bastam pra que ele seja meu preferido.
A cada um cabem seus próprios questionamentos, e os meus são muitos com relação às religiões. Fé já é outra conversa e como musicou Gilberto Gil, ela não costuma falhar, olará !!
Pois então, não poderia deixar de participar da bênção dos animais que aconteceu no colégio das crianças. Era tanta bicharada que acho que nem o Frei acreditou. Tinha cachorro, gato, chinchila, galo, jabuti, hamster, peixe, passarinho, carneiro, cachorro na bacia e até bicho de mentirinha que também ganhou o benzimento.















NEM PRÁTICA NEM HABILIDADE

Taí algo que poderia comer todos os dias.
Para fazer não se requer prática, tampouco habilidade.
Pão velho tostado na frigideira, queijo derretido, tomate, alface, orégano, azeite.


domingo, 25 de outubro de 2009

LUGAR DE MULHER É NA...

...Na cozinha ! Certamente com esse advérbio é que muitos completariam a frase. Até mesmo porque a grande maioria dos posts desse blog faz sempre uma referência a esse lugar que em princípio seria povoado pelas mulheres. Mas, alto lá , pois já é chegada a hora de revermos também esse conceitto.Eis que a frase de Vito Gianotti ecoou soberana no Congresso Da Federação das Mulheres do Paraná do qual participei no sábado 24 de outubro: "LUGAR DE MULHER É NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA, DONA DE SUAS IDÉIAS, DE SEU CORPO, DE SEUS SENTIMENTOS E FELIZ."

Com o tema "Trabalho, igualdade, independência", foram discutidos em painéis e debates assuntos diversos tais como: a defesa do petróleo brasileiro na camada do pré-sal , saúde da mulher, Lei Maria da Penha, oportunidades, direitos, necessidades, etc
Na platéia, entre duzentas a trezentas pessoas, grande maioria mulheres, algumas que vieram em caravans de outras cidades, associações de moradoras, vereadoras, prefeitas, sindicalistas, mulheres, mulheres, mulheres.
A Federação das mulheres do Paraná é presidida pela Alzimara Bacellar, que comandou as mesas de debates e discussões, e que tem em seu presente e passado históricas participações em atos e atividades sempre em favor das mulheres.
Também presente a simpática Gláucia Morelli, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil e Conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Não posso deixar de destacar a forma descontraída embora firme e séria, com que a Alzimara e a Gláucia comandaram o evento.

Destaques:

"Somos diferentes sim, mas essas diferenças não devem gerar desigualdades.
(Alzimara Bacellar)

"Devemos ter para com a mulher, um olhar para além da reprodução"
Jose Luis Telles - Representando o Ministro da Saúde, e relembrando a criação dos Centros de Atenção Integral para a Saúde da Mulher nos idos de 1984.
"A luta da mulher pela mulher"
Ivanira Pinheiro - Diretora do Procon
A Diretora Marlene Zanin da Copel, maior empresa do Paraná compartilhou sua história e demonstrou o orgulho de ser a primeira mulher Diretora em uma empresa com 54 anos de existência. Contou que existem assuntos difíceis e que parecem ter sido feitos para os homens, principalmente os engenheiros com seus pensamentos cartesianos, porém nada é impossível quando se tem força de vontade e um "olhar" diferenciado. Frisou com orgulho e convicção seu compromisso com a sustentabilidade.
A Secretária Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Lygia Pupatto contou-nos sua
trajetória de engajamento em defesa das condições femininas, sua militância no movimento sindical, seu mandato de vereadora até a reitoria da Universidade Estadual de Londrina e atualmente sua participação como Secretária de Estado .
Com certa emoção lembrou-se da frase de Bertold Brecht que a acompanhou desde os tempos de faculdade e que sempre a impulsionou, para que nunca aceitasse determinadas imposições principalmente pela ditadura que à época a fez perder amigos e colegas.
"Nós vos pedimos com insistência: não digam nunca - isso é natural - para que nada passe a ser imutável..."
Ao final de sua apresentação, leu o poema "Hino"de Bruna Lombardi

"Tenho lutado todos os dias pra ser uma mulher
No entanto onde nasci os homens têm sempre razão
e eu que não me interesso pela razão mas por outros sentimentos
teço silenciosamente à porta da minha casa
junto às outras mulheres na minha rua
a trama dos nossos instintos
e minha rua passa por outras cidades,
atravessa países,
não há fronteiras
tecemos todas nós o mesmo fio
matéria viva da nossa bandeira"
Alzimara e Gláucia ao centro
Lygia Pupatto, Gláucia Morelli, Marlene Zanin e Alzimara

Dona Alzira Bacellar mãe da Alzimar, fazendo aniversário,
de mais de 80 aninhos e sempre participando das atividades.
Alguém tem de trabalhar e o JokaMadruga deu um duro
danado para pegar todos os lances das irrequietas mulheres
É por isso que ele está em todas

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MUITO ALÉM DE UM BOLINHO DE CHUVA...



Quem for contemporâneo a mim irá se lembrar da propaganda do biscoito que terminava com a pergunta "é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho".
Com as insistentes chuvas aqui em Curitiba, outro dia em casa me pediram pra fazer bolinho de chuva. Aí eu me intriguei querendo saber porque nominamos essa massinha tão fácil e versátil de bolinho de chuva.
É de chuva porque fazemos nos dias chuvosos quando somos obrigados a ficar mais tempo em casa, ou é de chuva porque pingamos a massa com uma colher e os bolinhos ficam em formato de gotas de chuva ? Respostas para este blog.
Bem, a primeira opção até seria muito bem vinda no último sábado,em que pra variar choveu, mas na verdade o programa foi muito além dos bolinhos de chuva.
Há algum tempo não me lembro se foi a Paula ou a Gina havia lançado a ideia de um encontro de mulheres que escrevem blogs e moram em Curitiba. Também não me lembro como foi que fiquei sabendo. Ora pois, e não é que o encontro aconteceu !!
O local escolhido é muuuuuito agradável (Confeitaria Coeur Doce) e com comilanças deliciosas, embora as companhias estivessem tão mais interessantes que parece que nem comi (ou será que embora tendo comido um monte de coisa, mesmo assim não tenha conseguido provar nem a metade das coisas oferecidas ???!!!)
Éramos 10 e mesmo tendo sido a primeira vez e sem que nos conhecêssemos, tudo rolou de forma descontraída e muito animada.
Passamos umas 3 horas, conversando, contando gostos, mostrando e tirando fotos, comendo e bebendo, dando uma chance para novas amizades e afinidades que sem dúvida afloraram.
Eu e Gina descobrimos que já moramos nas mesmas várias cidades, e em uma delas - Campinas - apenas separadas por uma rua.
Fiquei sabendo que o marido da Cris é um dos jogadores do football americano que acontece perto de minha casa e que eu assisto, assisto e não entendo nada. Que a mesma Cris é locutora de uma rádio comunitária e que ela é muito animada e fala mesmo pra caramba.
A Suzete além de histórias da Ucrânia, nos apresentou sua netinha Aline, embora tenha ficado menos tempo conosco, não sem antes eu me candidatar a ganhar uma muda de uma linda flor que é a que dá o nome ao seu blog - Kalena.
A Paula - e eu preciso saber dessa história direito - nasceu em Moçambique, tem os traços orientais e veio pequena para o Brasil. Tem uma escadinha de três lindos filhotes com a carinha mais sapeca do mundo.
Lady Bug - a Jana - demonstrou ser uma moça prendada, faz scraps, cozinha, fotografa, cuida da cachorrada (da dela e de vez em quando ainda adota) monta álbuns pra moçada que encomenda, e ultimamente voltou à faculdade pra fazer Psicologia - Se esse grupo continuar, terá muitos estudos de caso - Oh coitada !!!
Pra finalizar, a inusitada presença de quatro irmãs artistas, arteiras e "blogueiras", muito parecidas entre si e que se juntaram a nós.
A Katia(que ficou do meu lado e então sei que ela é ela), a Bárbara - mãe da Flora - criança adorável,meiga e muito simpática que fez amizade até com o pessoal da outra mesa, a Aguida e a Soninha. Bem, pelo jeito essa família é um caso a parte pois até os pais são artistas - vejam em um outro blog da Katia.
Claro que levei minha máquina fotográfica pensando em mostrar bastante coisa aqui, mas também é claro que fiquei sem bateria (eta cabecinha...), embora este tenha sido um mero detalhe pois o que tiraram de foto e já espalharam nos blogs citados aí em cima, não tem tamanho.....e ainda tem mais coisa por vir.
Portanto, certamente não é por falta de foto que nosso evento não mereça ter esse meu registro.
Pra terminar, agradeço pelos biscoitos que ganhei da Gina e pelo lindo livro postal com ilustrações da própria, que ganhei da Katia.
Foi tudo muito bom ! E que venham os próximos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A NEGA PREFERIDA...

Minha receita do bolo Nega Maluca ganhei de uma colega de trabalho quando morava no Rio de Janeiro em 1997. Eu ainda me lembro de chegar em casa bem barriguda na segunda gravidez, e de ter ido logo pra cozinha fazê-lo. Desde então essa é a receita preferida lá em casa pelos meus três adoradores de chocolate.
Este último fiz em um domingo pela manhã quanto todos ainda dormiam e eu já perambulava pela cozinha.
"Escondi" o bolo na mesa da sala e só revelei à hora da sobremesa do almoço. Pois meus neguinhos é que ficaram malucos.

É muito simples
Peneiro em uma tigela:
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de achocolatado (Nescau, Toddy, etc...que já contêm açúcar)
1 xícara de cacau em pó ou chocolate em pó sem açúcar (deixam a massa mais escura e não tanto doce)
1 colher (de sopa) de fermento em pó
1 xícara e meia de açúcar
Sobre eles, junto dois ovos e 1/2 de xícara de óleo
Tento misturar o quanto consigo, porque está bem duro
E então pra dar o ponto da massa, junto uma xícara e mais um pouquinho de água fervente.
Aí sim, misturo bem e levo ao forno pré-aquecido em forma untada/enfarinhada
O recheio e a cobertura eu faço um tipo de brigadeiro assim:
Levo ao fogo
1 lata de leite condensado
1 colher de margarina
1 colher de mel (opcional)
3 colheres de achocolatado ou chocolate
Mexo para não grudar e não deixo ficar muito duro, pra poder facilitar a cobertura. Desligo o fogo e junto uma caixinha de creme de leite ou boas colheradas de nata. Misturo bem e está pronto.
Frutinhas e granulado são mera maquiagem.




terça-feira, 15 de setembro de 2009

FUBÁ CAIPIRA...

Eis o bolo "mata fome" de fubá que fiz para deixar para as crianças enquanto vou viajar.
Mas esse fubá tem história.
Começou no mês de junho de 2009, numa manhã friorenta de domingo, quando invariavelmente assistindo ao Globo Rural, via a reportagem especial que era sobre os moinhos de pedra.
A reportagem muito interessante, passou por vários assuntos, desde a Odontologia até a linguística com exemplo de palavras derivadas da mó - a pedra de moer - moela, molar, moer.
Fiquei especialmente intrigada quando o repórter referiu-se ao fubá que utilizamos atualmente e que por ser feito industrialmente não deixa aquele cheiro delicioso e saudoso no ar quando o estamos cozinhando, como acontecia com os bolos de fubá de minha avó.
O motivo seria o fato de que do milho que vai para fazer fubá já foi retirado o germe para o óleo.
A aula se fixou no meu cérebro e decidi que precisava comprar um fubá feito em moinho de pedra para testar.
Pois é a mais pura verdade. Matei a cobra e preciso mostrar o pau. O cheiro que fica no ar é delicioso e realmente diferente daquele de quando usamos um fubá industrial.
Fiz assim:
3 ovos de galinha caipira de Brotas
2 xícaras de açúcar
1 copo de leite
1 colher de manteiga ou óleo
2 xícaras de fubá de moinho
3/4 de xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
Uma pitada de sal
Erva doce opcional
Pedaços de queijo curado ou coco ralado também opcional
Assadeira untada e enfarinhada
Bons ares e aromas !!!!!! Já repeti muitas vezes


QUE PALHAÇADA !!!!

Quando eu crescer também quero ser palhaça. Tem de estudar, ser palhaço é coisa séria.
Conheci estas duas palhaças em Jau no Hospital Amaral Carvalho, lá pelos idos de 2007/2008, não me lembro bem.
Naquele dia também conheci a Dona Nair que tristemente acompanhava seu marido em tratamento contra o câncer.
Ela me contou um monte de histórias da vida deles, e em minha mente passava a letra da música do Roberto Carlos...."pois sem você, meu mundo é diferente...minha alegria é triste".
Ela até sorriu com as palhaças, mas eu sabia que sua alegria estava triste.
Alguém encontrou a Dona Nair ? Pois nosso papo ficou assim, indo cada uma pro seu lado, cada uma indo cuidar de suas alegrias e tristezas.





BOLO MATA FOME...

No último feriado de 7 de setembro fomos para Brotas, pois o dia 8 também seria feriado em Curitiba. Portanto, quatro dias de descanso. Mas, embora pareça muito, na verdade perde-se bastante tempo nos 600 Km de viagem, somando 1200 Km.
A ida é de muita alegria e ansiedade, mas quando voltamos parece que a estrada está mais longa e a paisagem já não é mais agradável pois a saudade já vai se instalando. É um ter de voltar, sem querer sair.
Pela manhã da terça feira, já fui como sempre, carregando as malas para o carro, enchendo caixas com as verduras, frutas, ovos, queijos, pão....e todos os eteceteras que invariavelmente trazemos.
Desta vez, diferente dos lanchinhos de presunto e queijo, minha mãe fez um bolo que costumamos chamar de bolo mata-fome, pois as medidas da receita dependem dos ingredientes à mão no momento bem como da quantidade dos mesmos.
Assim, foi um bolo muito simples, com gemas de ovos e claras em neve, açúcar, manteiga, farinha de trigo, leite e fermento e que foi assado em mais ou menos meia horinha diretamente na boca do fogão, com o apetrecho da foto.
O bolo foi devidamente embrulhado em papel alumínio e por uns cento e cinquenta Km depois ainda estava quentinho, tendo sido devorado durante a viagem.
Hoje à tarde estarei viajando para Brasília para uma reunião de trabalho. Ficará para as crianças um bolo bem caipira de fubá. Um dia eu ainda quero ser como a minha mãe.








terça-feira, 1 de setembro de 2009

MODELANDO AS RAIVAS...

Eu sempre conheci por sequilhos, mas um dia passeando por aqui, descobri que também chamam-se raivinhas. Dizem que é porque de tão bons, dá até raiva comer um só.
E foi assim que naquela tarde, fiz rapidamente uma receita dessas tais raivinhas e coloquei meu recheio favorito que é a goiabada.
A receita do blog da Cláudia foi o mote, mas como sempre, a minha subversão imperou e acabei colocando mais polvilho, menos açúcar e até um pouquinho de água pra dar o ponto certo de enrolar as tais. A massa é muito gostosa e versátil (dá pra fazer bolinhas, enroladinhos, com recheio, com amassadinho de garfo, com cortador de biscoito, etc,etc) .
E por falar em versatilidade, minha filha descobriu uma excelente massinha pra modelar e com ela mostrou seu talento e paciência, incrivelmente inversos aos meus que se tenho talento, deixo a desejar no quesito paciência para essas coisinhas delicadas e que precisem de habilidades manuais finas.






LARANJINHAS DE OURO...

A abundância de cítricos no Brasil ocorre nos meses do inverno, quando não temos muita vontade de coisas frias, mas a sabedoria popular diz que nesta época temos bastante laranja, tangerina, limão e poncan justamente para nos fartarmos de Vitamina C e fortalecermos o sistema imunológico, já que o frio costuma ser propício para resfriados e gripes.
Mas eis que um pesquisador da Embrapa não a considera como do gênero CITRUS e sim do Fortunella. Informação que não tem a pretensão de tirar o sono de ninguém. Veja a informação e outra receita aqui.
Quando vi as kinkans no supermercado lá em Brotas, por um preço justo e que estavam bem firmes e bonitas, imediatamente me lembrei que havia visto e babado pela compota que a Neide mostrou. Lembrei também que ela, mesmo demonstrando ser mais metódica e organizada que eu, havia feito a compota com medidas proporcionais e muito intuitivamente.
E então, mais uma vez entra em cena o meu jeitão:
Primeiramente botei numa panela onde caberiam as laranjas: água, açúcar, alguns cravinhos e pauzinhos de canela e fui fazendo a calda.
Comecei a cortar as laranjinhas. Mas achei um trabalho tão chato e monótono, ainda mais pra quem não tem muita paciência de ficar parada e assim logo pedi ajuda para o meu filho. Portanto ganhei tempo e enquanto ele cortava eu retirava o centro e as sementinhas com uma tesoura.
Com a calda já grossinha, dei uma lavada nas laranjas e as mandei para o banho quente e doce.
Uns 10 a 15 minutos depois, estava pronto meu doce de laranjinhas.
É um doce agradável com um leve toque amargo das casquinhas. Adoramos comer com queijo fresco, requeijão e sorvete.