quinta-feira, 9 de outubro de 2008

GELÉIA DA NEIDE....EU FIZ !!!

Quando fui dar o título do post bem que pensei em "mocotó da Neide", mas por via das dúvidas preferi não dar vazão ao duplo sentido e acabei mudando.
O fato é que quando criança era comum comermos geléia de mocotó legítima e como eu era meio ruim de garfo e magricela, minha mãe fazia tudo que diziam que era bom pra criança se nutrir e claro que a geléia de mocotó era recorrência. Só não cheguei a tomar Emulsão Scott, aquela do óleo de fígado de bacalhau que hoje até já saborizaram porque dizem que é mesmo muito ruim.
Pois foi só ver o post lá no COME-SE que fui tratando de telefonar pra minha mãe começar a receita pois como iríamos - e fomos - para Brotas no último final de semana das eleições, queria testar a receita e lembrar do saborzinho da geléia. Aliás, invariavelmente a Neide me faz voltar no tempo com suas carnes de lata, biscoitos de araruta, e tantas outras receitas e histórias que na verdade nos falam muito mais de saudade, de lembranças, de pessoas e de coisas que aos poucos vamos perdendo, muitas pelas mãos do progresso que continua a nos empurrar não sei pra onde.
Então, fazer a geléia foi como voltar à infância, com a diferença de que a geléia que eu costumava comer não levava casquinhas de limão, e também resgatar momentos em família, compartilhando memórias e mais histórias.
Quem só comeu aquelas geléias de mocotó de copinho ou caixinha, não sabe o que é originalidade e está perdendo tempo. Pode parecer e ser um pouquinho demorado, mas é um processo muito fácil, ainda mais que hoje em dia já encontramos o pé do boi limpinho, branquinho, sem cheiro, sem pele. Na verdade acho que se não fosse assim, não teria vontade de fazer, só de pensar na trabalheira.
Então, como tudo está explicado lá pela Neide, só me resta comprovar com as fotos e dizer que a criançada em princípio ficou ressabiada mas depois mandaram ver e comeram com gosto. Tanto que esqueci de tirar foto da geléia pronta e quando percebi..............acabou.

Depois de cozido e coado, o caldo vai pra geladeira e fica assim

Vista lateral - a faixa mais amarela e gordurosa é desprezada para a geléia

No Rio Grande do Sul usamos a gordura pra passar nos cabelos,
e a Neide pra fazer favas e sabão. Em casa nós desprezamos.

A geléia pronta fica assim e depois vai para a geladeira
até ficar bem durinha.

4 comentários:

laila disse...

a unica q provei a unica "geleia de mocoto" q provei é daquelas rosas e brancas...q eu tenho q admitir q adoro...nao imagino o saborq tenha a verdadeira!bjs

Naninha disse...

Eu não gosto de geleia de mocoto, acho o sabor muito forte, mas adorei saber como faz.
Beijos

Neide Rigo disse...

Ana,
só de saber que deu tudo certo com a sua geléia, já fico muito feliz. Obrigada!
Beijoca,
N

Cláudia disse...

Meu sogro já fez algumas vezes em Analândia, ficou bem parecida com aquela de copinho (já industrializada), mas ainda na minha infância. Acho que esta é mais gostosa ainda com o toque de limão!

Ana, quando for para Campinas, entre em contato!