segunda-feira, 31 de março de 2008

PRA LÁ DE MARRAKESH

Gosto muito de comida árabe. Um irmão de minha mãe se casou com uma síria e quando éramos crianças adorávamos vê-la falar com os familiares naquela língua tão diferente, comer as deliciosas esfihas, kibes, carneiro, coalhada, arroz com lentilhas e todas as coisas boas que ela fazia e muitas que hoje eu faço pois aprendi com ela.
Uma delas é a coalhada fresca que eu acabo transformando em coalhada seca.
Embora eu tenha uma iogurteira antiga da marca Braun e que tem os copinhos individuais, acabo fazendo da moda tradicional coalhando o leite com um copinho de iogurte natural (Leco, Vigor, Batavo,etc).
Aqueço um a um liro e meio de leite e junto o conteúdo de um copinho. Costumo colocar no forno, bem tampadinho. Em época de frio já cheguei a enrolar em uma toalha e depois em uma manta de lã. Outra opção é aquecer um pouco o forno, desligá-lo e depois deixar a tigela lá dentro, sem balançar o fogão.
Depois que o iogurte fica pronto, eu separo um pouco pra comer com granola, frutas, etc e uma parte eu faço a coalhada seca. Antigamente (nossa como eu sou velha, hehe) eu até usava um pano e deixava esgotando o soro, mas rendi-me á modernidade.
Coloco a coalhada em um coador de papel, encaixo o suporte do coador em uma jarrinha de porcelana e deixo durante a noite na geladeira. No dia seguinte o soro escorreu todinho e eu tiro a coalhada do coador.





Aí é só temperar a gosto. Eu uso azeite, orégano e sal e de vez em quando uma pimentinha ou molho de alho com gergelim.

Outra coisa que gosto é o hommus e quando cozinho o grão de bico também separo um pouquinho para fazer a tal pastinha. Não deixo de molho de um dia para o outro e nem tiro a pele pra não perder a pectina (aquela fibrazinha que serve de "skate" auxiliando nosso intestino a trabalhar).
Coloco na panela de pressão e quando levantar fervura, marco uns 10 minutinhos. Aí desligo o fogo e deixo lá na panela até ela esfriar. Abro, verifico a consistência e normalmente ele está um pouquinho duro ainda, mas faltando apenas um pouquinho para o ponto desejado. Então é só ligar o fogo e o tempo de cozimento acaba ficando bem menor.
Com uma porção de uns 250 gramas, eu bato no liquidificador com umas três colheres de Tahine (aquela pastinha de gergelim comprada no mercado - tem óleo pra caramba...), sal e um dente de alho. Coloco aos poucos e vou batendo também aos poucos com um pouquinho da água do cozimento para o liquidificador não pifar. E está pronto. Na hora de servir, pode-se usar mais azeite de oliva, orégano, limão, azeitonas e folhinhas de hortelã.....sem esquecer de um pãozinho tostado.



domingo, 30 de março de 2008

CUMPLEAÑOS

Sabadão meio nublado e resolvo ir com minha filha à uma feira de produtos agrícolas familiares e de artesanato que acontece aos sábados no Passeio Público daqui de Curitiba.
O local é o primeiro parque inaugurado em Curitiba no ano de 1886 e possui quase 70.000 m2. Foi o primeiro zoológico da Capital e hoje abriga apenas animais de pequeno porte como macaquitos, cotias, e muitos pássaros. Possui um pórtico principal que é cópia fiel do Portão do Cemitério de Cães de Paris (eu nunca tinha nem ouvido falar,mas tudo bem). O parque é utilizado por pessoas que fazem corridas e caminhadas, pais que levam crianças para ver os bichinhos, mas também por prostitutas, bêbados e desocupados aguardando uma possível vítima desavisada com carteiras, bolsas, etc. Mas, infelizmente não é um "privilégio" daqui.




E ontem era justamente o aniversário de Curitiba que completou 315 anos. Daí que justamente no horário em que chegamos ao parque havia uma comitiva do Sr. Prefeito inaugurando um módulo da Guarda Metropolitana e aproveitamos para tirar algumas fotos. Bem, não tenho as mesmas convicções políticas que ele, mas uma convicção é quase unanimidade aqui na cidade: He's very handsome !! Até minha filha comentou isso.
Claro que para explorar o contexto político ele ficou durante uns quinze minutos em frente à gaiola da ave símbolo do seu partido, enquanto a imprensa mandava ver nos cliques das máquinas.







Na feira encontramos muita produção da agricultura familiar, mas não necessariamente orgânica e talvez isso ainda esteja um pouco distante do entendimento da maioria e acredito que pelo fato de muitas pessoas estarem à procura de alimentação mais saudável, os produtores muitas vezes acabam se aproveitando e cobrando um pouco além do justo. E digo isto mesmo sabendo de todos os revezes pelos quais passam os produtores, desde as mudanças climáticas, até mesmo às dificuldades do transporte da produção, concorrência com produções em larga escala, etc.
Tenho de dizer que algumas produções mostram o selo de orgânicos o que me agradou muito, pois confio que num certo espaço de tempo poderemos ter esta situação bastante espraiada e nossa saúde ficará agradecida.

ESSE É CERTIFICADO...



AINDA MUITAS SACOLAS PLÁSTICAS...


ERVAS DE VÁRIOS TIPOS E CHEIROS...



Quero dizer que o passeio foi muito bom e adquiri bons produtos. Apenas não consegui comprar o frango orgânico, pois já havia decidido o almoço e não queria congelar. Fica para a próxima vez.

sábado, 29 de março de 2008

"A TARDINHA CAI..."



Nesta época do ano (no Brasil começa o outono) já começamos a ter uns ares friozinhos à tardinha e à noite. Durante o dia ainda é como se estivéssemos no verão. Sol e um calor agradável.
Dia desses queria no lanche da tarde algo que confortasse e foi então que me lembrei de algumas mandioquinhas (batata baroa, batata salsa) na geladeira.
Raspei-lhes as casquinhas, cozinhei em água, sal é orégano e bati com o mixer aproveitando a mesma água do cozimento.
À parte juntei azeite, cebola e tomates picadinhos, refoguei um pouco e juntei o creme de mandioquinha.
Fiz umas torradinhas de pão, servi o creme com um pouco de nata e folhas de agrião bem suculentas.
Ficou nota 10 com distinção e louvor.



sexta-feira, 28 de março de 2008

DENSIDADE ABSOLUTA-MASSA ESPECÍFICA

Densidade absoluta ou massa específica é uma característica própria de cada material, por isso é classificada como propriedade específica. A densidade absoluta é definida como sendo a razão entre a massa de uma amostra e o volume ocupado por esta massa. Em geral a densidade dos sólidos é maior que a dos líquidos e esta, por sua vez, é maior que a dos gases.
(http://www.coladaweb.com/quimica/densidade.htm)

Eu sou maluca, mas não pirei tá !!!??? Bem, é que nunca fui muito chegada nas tais ciências Exatas e hoje meu filho já me dá aulas disso tudo... enquanto eu o mando catar coquinhos, porque acho tudo muito chato....hehe. Porém, não tenhamos dúvidas que toda essa teoria, nós fazemos sempre em nossas práticas cotidianas, seja um cálculo para atravessar uma rua de acordo com a velocidade do carro que vem em sentido contrário, seja pra pegar um sinal aberto quando já está mudando para o laranja...etc, etc.

E daí, qual é a novidade ? Nenhuma !
Mas é só pra mostrar que meu bolo de cenoura em cuja última porção de massa juntei chocolate em pó, demonstrou o conceito da Densidade e mesmo sem ter aquela divisor de massas de bolo que deixa o bolo mesclado, todos gostaram do meu humilde e simplérrimo bolinho tosco porém delicioso.

Bati no liquidificador:
2 cenouras, 3 ovos, 1 e meia xícara de açúcar, 1/2 xícara de óleo, 2 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de fermento em pó.
Despejei uma parte na massa na fôrma e no restante juntei sem medir (famoso "olhômetro") chocolate em pó.

A parte escura eu derramei sobre a parte que já estava na fôrma e ficou assim:




Na calda usei no olhômetro: leite, margarina, açúcar e chocolate em pó.





quinta-feira, 27 de março de 2008

SETE, OITO - COMER BISCOITO

Acho gostoso nos finais de semana fazer alguma coisa diferente pra agradar principalmente as crianças. Além do mais, tenho a vantagem de contar com a ajuda de meu "aprendiz de feiticeiro" - o César - meu filho.
E foi num desses sábados passados que resolvi arregaçar as mangas para experimentar a receita da Nani. Aliás esta já e a segunda receita que copio dela e que leva polvilho. As duas ficaram ótimas. Uma foi o biscoitão de polvilho que leva polvilho doce e que não deu nem tempo de tirar fotos. E a outra foi a de BOLINHAS DE POLVILHO.
Quando eu era criança e fui pela primeira vez para o Rio de Janeiro (lá se vão bem uns 30 anos) eu me lembro que comprávamos um biscoito cuja marca era "Engana paulista". E é claro que nós ficávamos meio bravos, pela brincadeira. Mas........eu era uma criança. E mesmo tendo sido "enganada" naquela época, gosto tanto daquele lugar que minha filha é carioca da gema.
Aliás no Rio de Janeiro, existe de há muito o Biscoito Globo, (veja uma história legal e mais uma ) que já rendeu muitas reportagens e matérias. Impossível ir à praia e não comprar um pacotinho, estar num congestionamento e não ouvir um ambulante gritando, Central do Brasil às seis da tarde, passar pela estação das barcas pra Niterói e não comprar um pacotinho e ir se deliciando na viagem...roc roc roc !!!!
Mas, "chega de saudade" e vamos á receita:

Ferva 250 ml de água com 100 gr de margarina.
Numa bacia já deixe misturadas 3 xícaras de polvilho azedo e sal a gosto. Esta mistura deverá ser escaldada com a água e margarina bem quentes. Junte 2 ovos e acabe de misturar.
A Nani usou um saco de confeitar, mas como a massa não gruda (nem precisa untar as assadeiras), nós fizemos bolinhas, cobrinhas, argolinhas, trancinhas e outras "inhas". Ele rende muito e a crocância é tal e qual à dos comprados/industrializados. Da próxima vez que fizer (até já comprei o polvilho), pretendo juntar queijo ralado à massa e também salpicar alguns com gergelim e orégano.
Com um café coadinho na hora, não existe coisa melhor. E é claro, rendem muitas invenções de recheio: cream cheese, geléia, queijo minas, requeijão, doce de leite, margarina, manteiga e tudo o mais que nossa imaginação permitir.
Ah, ia me esquecendo:
Este biscoito não combina com fotos e crianças pois quase não dá tempo de fotografar. O ataque é imediato.




quarta-feira, 26 de março de 2008

SABER DE COR = SABER DE CORAÇÃO

Meu filho de 14 anos gosta de se aventurar na cozinha. Desde que ele era bebê, quando eu estava em casa cozinhando eu sempre o colocava perto e ia narrando pra ele o que estava fazendo. Com o tempo ele começou a querer mexer os cremes, fritar os temperos e saber das coisas.
Ah, e também já ensinei a lavar a louça. É engraçado que na menina ainda não teve o "clique", embora eu tenha feito exatamente igual. Mas já está chegando perto. Ao menos já sabe esquentar comida, fazer uma torradinha, preparar vitamina e blá blá blá.
Como eles estudam pela manhã, não é raro eu chegar em casa após o trabalho e já termos algo para o lanche da tarde. Dia desses foi um bolo de chocolate cuja receita eu lhe passei há algum tempinho e ele já sabe fazer de cor, pois diz que é o bolo que mais gosta. Tudo aquilo que sabemos de cor traduz aquilo que sabemos e trazemos verdadeiramente no coração. Mais do que pensar no mundo que deixaremos para nossos filhos, e isso implica várias questões de consciência ecológica/ambiental, financeira, responsabilidade social, cidadania, etc, acredito que temos de pensar também: que filhos deixaremos para o mundo !!!!!

Ele usa:
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
2 xícaras de chocolate em pó ou cacau
2 ovos
1/2 xícara de óleo
1 xícara de água fervente
1 pitada de sal


terça-feira, 25 de março de 2008

UMA IDÉIA NA CABEÇA E ALGO NA GELADEIRA...

Sábado queria fazer caftas feitas por uma amiga de Brotas que tem um açougue. São embaladas uma a uma e deliciosas. Mas acho que ficam um pouco secas quando assadas e então resolvi fazer um molho para acompanhar e que tivesse aquele sabor doce/salgado/apimentado que em casa gostamos.
Lembrei de algumas comidas indianas, chutneys, mas o tchan veio mesmo de um molho de abacaxi com pimenta da Cris .
Tasquei da geladeira uma manga, duas maçãs que descasquei, pimentinhas vermelhas do meu quintal, casquinhas finas de um limão, pimenta do reino em grão, suco de uma laranja, um pouco de água, sal, açucar e foguinho baixo.
O resultado taí nas fotos e no bowl que retornou vazio para a pia. Gosto de ter esses insights que me guiam às vezes para o inusitado, às vezes para algo que sai errao, mas que aí vem outro insight para consertar, e acredito que é assim que vamos inovando e deve ser assim que os pratos vão sendo inventados.
Lembrei-me do Glauber Rocha que dizia: Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.
Acho que é isso que nos faz fugir dos formalismos e das coisas extritamente técnicas.




sexta-feira, 21 de março de 2008

CHIQUITA BACANA LÁ DA MARTINICA

Se na música a Chiquita se vestia com a casca de banana, na vida real nós fazemos bolo com as cascas.
Foi então que numa noite dessas ao chegar da aula resolvi fazer o bolo que utiliza as cascas.

Vai a receita:
Cascas de quatro bananas (lavar bem com uma escovinha antes de descascar)
2 ovos (claras em neve)
2 xícaras de leite
2 colheres de margarina
2 xícaras de açúcar (a receita original pede 3, mas achei muito)
3 xícaras de farinha de rosca
1 colher de fermento em pó
Bata no liquidificador as gemas, leite, margarina, açúcar e as cascas. Não se assuste porque de acordo com o grau de amadurecimento e do tipo das bananas, a coloração da mistura vai variar desde o verde até o roxo azulado) .
Despeje a mistura em uma tigela, junte a farinha, as claras em neve, o fermento. Use assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido.
Faça uma calda com 1/2 xícara de açúcar, 1 e 1/2 xícara de água (eu diminui o açúcar) e suco de limão (se quiser) e junte as bananas em rodelas. Use para cobrir o bolo ainda quente.
E tome muito cuidado com o preconceito pois também na culinária ele pode te impedir de muitas coisas na vida. Dentre elas, saborear este nutritivo bolo.






ÚLTIMA AULA - COZINHA BRASIL

Ontem terminamos nosso pequeno curso que durou quatro dias, mas que nos ensinou muito. E depois dizem que não se ensina truque novo pra cachorro velho....hehehe.
Os pratos que fizemos foram: bolo (doce) de abobrinha (nosso bolo de formatura), brasileirinho (versão do baião de dois com a intenção de aproveitamento de sobras) e salada diferente que usa pão amanhecido e um molho de maionese que não leva ovos mas leite. Particularmente elegi o bolo de abobrinha e o molho da salada como os melhores da noite.
E na correria de ir pra aula não percebi que estava com as baterias da máquina acabando e aconteceu que não pude fotografar tudo. A sorte é que para a entrega dos diplomas havia outro colega que providencialmente fotografou todo mundo e depois vai nos disponibilizar as fotos.
Como nos outros dias, além das comidas, na aula falamos sobre cuidados durante as compras, desde a escolha dos produtos, suas embalagens,tabelas nutricionais, promoções, idoneidade dos estabelecimentos, etc.
Tivemos breve noção de congelamento/descongelamento de alimentos e também sobre a técnica do branqueamento.
E num programa desses não poderia faltar o tema do consumo consciente, economia de energia e água, diminuição de lixo, etc. Claro que para esses temas, o tempo é reduzido, mas já é uma gota num oceano e vejo que as pessoas estão modificando sua forma de pensar, quiçá de agir.
Ao longo da semana irei postar alguns pratos que aprendi e já comecei a testar. Até agora deu tudo certo e estou muito feliz. Fico pensando no exponencial que um breve treinamento desses pode ter, se cada um dos quarenta alunos conseguir ensinar ao menos uma pessoa e depois cada uma ensinar mais uma, e mais uma, e mais uma,....é um trabalho para gerações, mas alguém já começou. Todos estão convidados !!!!
Lucas fez o bolo. Esse menino é muito especial !!!

E ajudou a servir os pratos.
Não disse que ele é especial ??
E confessou que quer ser chef !

quinta-feira, 20 de março de 2008

TERCEIRA AULA - COZINHA BRASIL

Na aula de ontem, tivemos noções da pirâmide alimentar e além dos degraus com os tipos de alimentos, a nutricionista explicou a necessidade de incluirmos o DEGRAU DA ATIVIDADE FÍSICA.
Com a pirâmide recebemos noções básicas de PROPORCIONALIDADE - MODERAÇÃO e VARIEDADE.
Também conversamos bastante a respeito dos alimentos funcionais, com grande destaque para a soja que eu particularmente adoro.
Claro que a intenção do curso não é explorar os conhecimentos da Nutricionista a um nível de complexidade grande. Por se tratar de um treinamento de pouca duração e destinado à pessoas comuns, donas de casa, comunidades pobres, grupo de trabalhadores de determinadas empresas, ele deve estar mesmo em um nível de entendimento mediano. Não precisamos por exemplo saber o número de moléculas contidas no alimento X , número exato de calorias em um alimento Y, etc. Inclusive porque quanto mais prático e em linguagem acessível, muito mais facilmente consegue atingir seu objetivo. Acho que a "Lei da Simplicidade" de John Maeda, embora dirigida à nossa era tecnológica encaixa-se perfeitamente também em demais aspectos de nossa vida. O comer, desde a compra do alimento, sua confecção, apresentação e entendimento acho que é um deles.
Bem, vamos voltar a falar de ontem. Nossos pratos foram: Torta de frango com PTS e espinafre, Macarronada com molho de melancia e doce de casca de maracujá.
Tudo muito gostoso e inusitado. A torta de frango ficou muito rica em sabor e conteúdo, o molho de melancia diferenciado por ser um pouquinho mais doce e a sobremesa de casca de maracujá....ai ai ai ....essa sim mereceu muitos pedidos de bis. É de um sabor marcante, macio e nos faz pensar inúmeras combinações.
Breve quem passar por aqui vai merecer ver mais fotos pois pretendo fazê-los em casa bem como compartilhar as receitas.

A TORTA COM O MACARRÃO


GERSON FOI QUEM FEZ A TORTA....COMEU DE OLHOS FECHADOS



ESSE DOCE MERECE MUITA CONSIDERAÇÃO E REPETECOS


NOSSO COLEGUINHA E MASCOTE DA TURMA - O LUCAS

quarta-feira, 19 de março de 2008

COZINHA BRASIL - SEGUNDA AULA

Na aula de terça feira além de falarmos das propriedades dos alimentos e seus benefícios para nosso corpo e manutenção da saúde, é claro que também cozinhamos, mantendo a máxima do aproveitamento integral dos alimentos.
Os pratos da noite foram: arroz vegetariano, carne com legumes e casca (somente a parte branca) da melancia. De sobremesa, brigadeiro de mandioca.
No arroz, não tivemos muita novidade além de utilizar a couve que foi coada do suco da noite anterior e mantida na geladeira é claro. Estávamos mesmo ansiosos pelo sabor da casca da melancia e também para provar o tal brigadeiro.
Bem, pra quem está acostumado a comer legumes, o sabor é muito bom, lembra abobrinha, fica macia e os temperos e demais legumes dão um sabor bem agradável ao prato. Usamos pimentão, cebola, alho, colorau e tomates. Ah, e a carne utilizada foi acém, que é um corte barato. Pode-se cozinhá-la antes na pressão e depois os legumes são juntados ao final, para não desmancharem.
O brigadeiro realmente fica especial principalmente pelo fato de não ficar muito doce tampouco amargo, já que não sou muito chegada em chocolate.
Na receita utilizamos leite em pó, margarina, achocolatado e mandioca cozida e amassada. Breve postarei fotos e a receita completa pois já prometi às crianças que irei fazer aqui em casa.

Como reflexão, fica o fato de que podemos utilizar e aproveitar nutricionalmente tudo aquilo que estamos comprando, podemos diminuir consideravelmente o lixo que produzimos, mesmo o orgânico. Também há que se imaginar que uma iniciativa desta sendo levada às populações mais carentes, possibilita aquisição consciente de produtos de qualidade, diminui o desperdício, educa e melhora a qualidade de vida das pessoas.

Fiquem preparados para a surpresa do destino da polpa da melancia. Mas isso é para o post de amanhã.

Colega Estanislau ajudou a preparar a carne.


Arroz vegetariano e picadinho de carne com casca de melancia


A vedete da noite: Brigadeiro de mandioca

CURUMINHA

Por que cresceste, curuminha
Assim depressa, e estabanada
Saíste maquilada
Dentro do meu vestido
Se fosse permitido
Eu revertia o tempo
Pra reviver a tempo
De poder
Te ver, as pernas bambas, curuminha....
(Uma canção assim desnaturada-Chico Buarque)



terça-feira, 18 de março de 2008

COZINHA BRASIL

Esta semana, durante quatro noites participarei de um "treinamento", chamado COZINHA BRASIL, desenvolvido pelo SESI em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
O mote do programa é "nesta cozinha nada se perde, tudo se transforma" e tem como objetivo levar à população, orientações sobre alimentação nutritiva e de baixo custo.
Pela primeira aula de ontem, percebe-se que com boa vontade e entendimento, conseguimos mudar os hábitos de vida da família e podemos disseminar entre amigos, comunidade, escola, e onde mais alcançarem nossas boas intenções
Teremos orientações de como escolher os alimentos pelo valor nutritivo e pelo preço, como preparar refeições mantendo o sabor e os nutrientes dos alimentos, as quantidades adequadas de consumo, condições de higiene, dentre outros aspectos que irei contar conforme formos aprendendo.
Este módulo do qual estou participando está sendo promovido pela CIPA da CELEPAR (Companhia de Informática do Paraná) e como o SERPRO é vizinho e também possui seu programa de Responsabilidade Social e Cidadania, fomos convidados a participar.
A apresentação das aulas é feita por uma nutricionista que conta com a ajuda de uma assistente e também a cada alimento que preparamos (3 por noite) um aluno é convidado a participar da elaboração.
A cozinha funciona num veículo móvel, muito bem equipado com forno elétrico e de microondas, fogão, pia, geladeira, e demais utensílios de uma cozinha. Além do mais, há sempre uma câmera filmando o ambiente, de um ângulo acima dos cozinheiros que permite que assistamos às aulas e acompanhemos o que está acontecendo dentro das panelas, enquanto ficamos assistindo a Nutricionista e seus ajudantes, acompanhando as dicas que ela vai passando.
Claro que depois saboreamos os petiscos preparados.
Na aula de ontem, fizemos:
- Bolo de cascas de banana
- Suco de couve, maracujá e limão
- Arroz com ovos, abobrinha e salsicha (desse ingrediente não gostei)


A Nutricionista e o colega Rodolfo que ajudou a fazer o arroz.
Sim, ele foi o mais "com-noção" da noite no manejo com as panelas.
Nota 10 pra ele.


Todo mundo tem de dar uma "lambidinha" (palavras da professora)


Estanislau provando o suco (Comentou que deve ser bom pra curar ressaca,opsss)



Eu, com a bandeja vazia após ajudar a servir os colegas de aula

segunda-feira, 17 de março de 2008

DOMINGÃO DE POUCA AÇÃO NO FOGÃO

Final de semana com pedreiros pela casa certamente não é a melhor coisa do mundo e irritada com tanta confusão, coisas espalhadas, sujeira, pó, muito pó aproveitei para levar a filha ao cinema. Mas, ao voltar e tendo muita coisa pra limpar, queria um lanche rápido e que pudesse usar um peito de frango cozido que tinha (quase sempre tenho, esse salva-vidas) e uma caixinha de cream cheese.
Algo que não desse muito trabalho, não tivesse de sovar, esperar crescer, blá blá blá.
Empadinhas, mas de massa falsa ao invés de podre. Nossa, quem não tem tanta intimidade vai pensar que sou maluca. Mas chamo de massa falsa de empadas pois as que se prezam mesmo são aquelas com manteiga abertas com as mãos nas forminhas e que desmancham quando mordemos - as podres - pra quem não sabe é só o nome !!!!
Bati no liquidificador:
2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de óleo
3 xícaras de leite
3 ovos
sal
queijo ralado
1 colher de fermento em pó
Óleo para untar
Se quiser (eu não usei porque deixei a massa mais molinha) gema para pincelar
Enchi metade das forminhas com a massa, coloquei o frango cozido temperadinho a gosto e uma colher de cream cheese. Depois completei com a massa.



Forno pré aquecido até corar e uma limonada batida no liquidificador pra acompanhar.







sábado, 15 de março de 2008

SORVETE APRESSADO




Como uma boa ansiosa, vou fazendo o almoço, lavando a louça, imaginando o lanche da tarde, botando roupa pra lavar, conversando com o cachorro, espiando a TV, e se bobear falando ao telefone. Atenção adeptos do slow food: Sim, eu como devagar (embora saia logo correndo para fazer qualquer outracoisa) !!!!
Pois outro dia, enquanto fazia o almoço, tirei as sementes de quatro goiabas, cortei cada uma em quatro pedaços e botei no freezer.
Acabado o almoço e todo mundo querendo um docinho, bati as goiabinhas num estágio de pré congelamento, com um pouco de leite condensado que deu pra virar a pá do liquidificador e servi como se fosse um sorvete que tivesse sido preparado na véspera.
Tá aprovado. Não posso deixar de confessar que essa idéia me ocorreu depois de ter visto o que a Neide Rigo fez com algumas bananas fritas.

VOU TE MOSTRAR QUE É DE CHOCOLATE


Em casa sou a única que não é "chegada" em chocolate e sendo assim, é comum não fazer muita coisa com esse ingrediente (ou seja: nada). Consigo ir engabelando as crianças, mas chega um momento em que tenho de me render e fazer um agrado a eles e ao meu marido, pois caso contrário e na hora da vontade eles correm para os cookies cheios de gorduras trans dos supermercados.
Bem, já fazia um tempinho que a Drica contribuiu me convidando a fazer a sua receita, que repeti tal e qual, mas como não podia deixar de ser (vivo inventando mesmo), substituí os 3/4 de xícara de farinha de trigo por chocolate em pó e as gotinhas que usei foram bolinhas de chocolate brancas e pretas.
Confesso que me descuidei um pouquinho do forno e quase que perdi a receita, pois além do chocolate tê-las deixado mais escuras, as bordas ficaram um mais torradinhas do que deviam (assam mesmo muito rápido). Nada disso mudou o sabor que ficou maravilhoso. As bolinhas de chocolate deram o croc-croc e até mesmo eu me rendi, comi e aprovei.


Chocolate Chip Cookies
1/2 xícara de chá de açúcar refinado
1/2 xícara de chá de açúcar mascavo
125grs de manteiga sem sal
01 ovo
1 e 3/4 xícaras de farinha de rigo
01 pitada de sal
01 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de essência de baunilha
150grs de gotas de chocolate meio amargo
Modo de fazer: Bata na batedeira o açúcar refinado , o mascavo e a manteiga até formar um creme. Junte os outros ingredientes e mexa bem até formar uma massa homogênea. Faça bolinhas e acomode-as em assadeira e dê uma leve achatada nelas. Leve para assar em forno baixo até corarem.

terça-feira, 11 de março de 2008

LEI DA CONSERVAÇÃO DA MASSA II - A SAGA CONTINUA

Definitivamente meu forte não é fazer receitas minuciosas e que requeiram muita habilidade motora refinada. Explico que sou meio ansiosa e gosto das coisas prontas rapidamente. Acho que não teria paciência de fazer aqueles bolos com figuras de biscuit, ou com coberturas delicadas com bicos pitanga e sei lá mais o que...embora até tenha vontade de me meter a fazer. Mas, enquanto não crio coragem me direciono para as coisas mais fáceis e acho que gosto mais de fazer coisas salgadas (e de comer também).
Não resisto quando vejo receitas de pão, broas e similares e vou logo fazendo. Então lá fui eu para repetir mais uma receita.
Desta vez aproveitei-me de uma receita da NEIDE e que já havia sido testada também pela AKEMI.
Na minha transformação/cópia usei:
1 sachê de fermento seco
800 Gramas de farinha de trigo
2 ovos
Contei com a ajuda de meu aprendiz de feiticeiro, meu filho de 14 anos, e suas mãozinhas.



Nossa imaginação e a versatilidade da massa, nos permitiu fazer bolinhas, florzinhas, trancinhas e pãezinhos enrolados.
Independente do formato, ficou uma delícia e rendeu muuuuuiiiittttoo.



segunda-feira, 10 de março de 2008

LEI DA CONSERVAÇÃO DA MASSA....E QUE MASSA

Se alguém não se lembra, essa é a famosa lei de Lavoisier:
"Num sistema fechado, quando duas ou mais substâncias reagem entre si, a massa total dos produtos é igual a soma das massas das substâncias reagentes."
Ou de maneira mais simples e já popularizada:
"Na natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma."

Mas, eis que o nosso Chacrinha - O velho Guerreiro - já dizia que "nada se cria, tudo se copia" e é assim, mesmo que na blogsfera a gente vai copiando uma receitinha daqui, um modus operandi dali, vira, mexe, mistura, dá uma modificada e às vezes até inventa uma modinha diferente.
Mas, quando sentimos que a coisa deve ser muito boa mesmo, copiamos logo. Foi o que resolvi fazer quando vi no blog PECADO DA GULA da AKEMI a receita de pão de abóbora com cobertura de coco, que ela já tinha copiado de outro blog e que outra conhecida também já havia feito. Não tô dizendo....bando de plagiadoras maravilhosas !!!!
É muito fácil de fazer, a receita tá bem explicadinha.
As modificações que fiz:
- usei só um pouco da água de cozimento das abóboras para rehidratar o coco, e completei com leite.
- usei um ovo inteiro para a massa e um pequeno para pincelar.
- usei óleo de soja pois não tinha de canola.

Os pães ficam muito macios e bastante saborosos....realmente vale a pena fazer.
Tive o rendimento de 25 pãezinhos, mas reparem nas fotos, que dois sumiram antes de receberem a calda.
Arte dos meus dois "ratinhos de cozinha", fazer o quê ?????




sábado, 8 de março de 2008

HÓSPEDES DO BARULHO


- Cortar o gramado: Suór e endorfina
- Quirera ou alpiste: Uns 3 ou 4 reais o Kilo
- Pé de pitanga em casa: As próprias sabiás plantaram
- Pé de amoras do vizinho: Sombra no meu quintal e ninhos
- Pé de figo do outro vizinho: Doce pra mim e frutas pra eles
- Acordar com cantoria no seu quintal mesmo sem morar num sítio : NÃO TEM PREÇO !!!
Seguem amostras de canário da terra e rolinha em harmonia.
E no momento em que escrevo este post ouço as caturritas fazendo uma farra na araucária em frente à casa de um dos vizinhos.







BERINGELA OU BERINJELA ??



Se alguém tem dúvida quanto ao português, o correto é berinjela. Mas, muito além do vernáculo vamos combinar que essa planta (que aprendi ser ornamental) e originária da Índia tem lá suas compensações culinárias,além de sua beleza, com uma cor maravilhosa, flor também lindona. E também não sabia que existem muitos tipos de berinjela, conforme podemos conferir AQUI.

Gosto de fazer uma receita com berinjelas assadas, que posso manter em geladeira por algum tempo e que sempre me socorre naquelas horinhas de fome sem aviso, lanche da tarde, e até como acompanhamento em uma refeição.
Corto a berinjela em rodelas e depois em quadradinhos, junto cebolas em pétalas, tomates, pimentão, azeitona, alho, sal, azeite e orégano, levo ao forno e vou dando umas mexidas de vez em quando. Ficam prontas quando estão murchas sem ficar esturricadas.



Há quem goste de juntar uva passa e também aliche.


quinta-feira, 6 de março de 2008

O QUE FOI SEM NUNCA TER SIDO


Passeando pelos meus favoritos outro dia, ao visitar a ODETE no PAPRIKA NA FEIJOADA
fiquei literalmente salivando pela foto do prato que ela fez.
Como nunca havia utilizado a semolina, fui lépida e faceira comprar a tal e dê-lhe fazer igualzinho a explicação.
Acho que deu tudo certo, alguns gruminhos na massa, mas confiei, provei e gostei.
Deixei esfriando, fui dar uma olhadinha e achei que estava mole. Deixei dormir na geladeira e no dia seguinte constatei que ainda estava mole e nao seria possível cortar.
Trabalho feito, ingredientes usados, tempo e dedicação..........sabe quando que vou perdê-los ???? Nunquinha.
Botei tudo de novo dentro de uma tigela, e fui juntando aos poucos um pouco de farinha de trigo, um pouco de semolina, e ao final um tantinho de sal.
Valei-me minha Nossa senhora da santa vovozinha italiana que tantas vezes eu acompanhei fazendo nhoque, capeletti, e tudo o mais da cozinha da italianada.
Ah, e não podia esquecer da viradinha com o garfo que no começo eu não estava fazendo direito, mas depois me lembrei que temos de segurar o garfo e puxar a bolinha pra que ela vire.
Bem, era um misto de estar me safando de algo que tinha dado errado e ao mesmo tempo um temor de que tudo na hora de cozinhar desandasse de vez. Então já fui colocando água pra ferver com um tiquinho de sal pois se não desse certo não perderia mais tempo enrolando toda a massa.
Mas, não é que ficou direitinho e macio ????
Aí terminei de cortar os pedacinhos deixei "secando" sobre a mesa e fiz um super molho com um pedaço de carne com osso (acém), tomates pelados em água quente, temperitos, alho e cebola e panela de pressão em fogo lento pra ficar bem apurado e gostoso.
Molho pronto, cozinhei as bolinhas, fui colocando o molho conforme saíam da áqua quente e quando terminei, queijo ralado e um tantinho de forno pra aquecer e derreter o queijo.
Depois de muitos hums, nhuns, nhacs e nhocs...... foi que contei a confusão. Mas todos aprovaram o tal do nhoque à romana que foi sem nunca ter sido.

É DE QUEIJO MAS É DE BATATA

Eu adoro pão de queijo. Pão de queijo com requeijão, pão de queijo com manteiga, pão de queijo com geléia, pão de queijo com salame, pão de queijo com leite, pão de queijo com café, pão de queijo com suco, pão de queijo com água, pão de queijo sempre e até de olhos vendados: pão de queijo (Leiam o poema AMAR de Carlos Drummond de Andrade).
E foi no blog TUDO SOBRE COISAS CABEÇA GORDA , da Pri e da Miki vi essa receita de pão de queijo que leva batata cozida.
O resultado é maravilhoso, igualzinho aos pães de queijo que já comi em algumas lanchonetes e cafeterias.
A receita está devidamente testada e aprovada (aliás aprovadíssima pois já ensejou até livro) . Eu vacilei um pouco com o sal, pois o queijo já é salgado.
Sugiro pra quem for fazer, que cozinhe as batatas com um pouco de sal e depois apenas uma pitada na massa.
Tenham certeza que o resultado é mesmo um sucesso e não existe grau alto de dificuldade.

terça-feira, 4 de março de 2008

UMA SEMENTE DE ILUSÃO...




Bem no cantinho da parede da minha garagem, entre o restinho de terra do jardim e a parede, nasceu este pezinho de mamão.
Ninguém plantou, a semente deve ter caído de algum saco de lixo ao ser transportado.
Estou num breve compasso de espera para transplantá-lo quando estiver um pouquinho mais forte. Minha avó sempre disse que mamão não se transplantava. De qualquer forma vou tentar.
Mas me fez pensar muito sobre as possibilidades diárias que a natureza tem e aproveita para continuar, para perpetuar as espécias, mesmo quando nem tudo contribui para isso.

Vale lembrar Gilberto Gil: ....o amor da gente é como um drão, uma semente de ilusão, tem de morrer pra germinar. Plantar nalgum lugar rescussitar no chão....

Lembrei também do poema abaixo do Drummond, chamado A FLOR E A NÁUSEA. Estou colocando só o final, mas quem tiver interesse, vale a pena conhecê-lo (ou relê-lo) inteiro.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.



segunda-feira, 3 de março de 2008

SEX SHOP - TÔ FORA

Existem alguns produtos que não costumo comprar em supermercados. Também tenho certas ressalvas para com lojas tipo "sex shops" com aqueles produtos importados e diferentes que deixam muitos amalucados e que acabam comprando um monte de coisa, gastando um monte de dinheiro e depois não sabem o que fazer...
Bem, preciso dizer que faço pesquisa de preços e certamente (não é novidade) pagamos muito mais pelos mesmos produtos e podemos mudar essa realidade se apenas mudarmos um pouquinho nosso itinerário.
Então, aqui onde moro existe uma loja destes produtos que se chma "A granel", cuja proprietária, uma moça de ascendência japonesa, além de super simpática (na loja tem sempre um chazinho ou alguma coisinha pra gente provar), nos dá receitas da culinária japonesa e nos brinda com preços honestos e produtos idem. Claro que é fora do circuito Mercado Municipal onde tudo é lindo e maravilhoso mas que nos acabamos pagando mais por um conjunto de aspectos.
Pois foi pra lá que me mandei no sábado à tarde e comprei coisas corriqueiras e que gosto de ter sempre á mão:
Uva passa, cereja, champignon, banana passa, coco ralado, frutas cristalizadas, cacau, chocolate em pó, quirera amarela e branca para os passarinhos do quintal, castanha de caju, pimenta biquinho, feijão azuki, bolinhas de chocolate, gotinhas de chocolate (Ei, alguém pode me dar uma receita de cookies, ou algo que fique bom com as bolinhas ?) Não vale o bolo da CLÁUDIA pois esse já anotei para outra ocasião.
Bem, também comprei Semolina para fazer um nhoque, mas esta história vai ficar para um outro post.







VISITAS DE ÚLTIMA HORA


E então há aquelas manhãs em que você está no trabalho, com a vida bem organizada, tudo dentro dos conformes e aí recebe um telefonema:

- Oi mãe, tô levando minhas amigas pra almoçar em casa !!
- O que ?
- É mãe, posso ?
- Claro, você sabe que adoro quando você convida alguma de suas amigas. Quantas são ?
- Só cinco.
- Beleza, vou ligar para a tia, colocar água no feijão.
Chego na escola pra pegá-las. Gritos, muitos gritos, beijos, tia daqui, tia dali. Será que cabe todo mundo ? E ainda tem o filho...
Põe a magrinha no colo da maior, espreme um pouquinho, é perto, pronto coubemos todos !
E lá vamos todos felizes, rostos alegres, meninas novas e cheias de sonhos, ilusões e conquistas pela frente.

Sejam felizes !!!
Como é bom ter vocês em casa.
Até o cachorro fica mais alegre com tanta gente pra brincar.

domingo, 2 de março de 2008

TENTANDO FUGIR DO ÓBVIO

Na tentativa de fugir do óbvio peitinho de frango grelhado com creme de milho, dei uma de LAILA e montei uma equação "simplinha" para um franguinho num almoço de sábado em que eu não estava muito a fim de ficar muito tempo na cozinha.
Cortei o peito de frango em cubinhos, fritei em um pouquinho de manteiga, juntei cebola picadinha, salpiquei um pouco de farinha de trigo para engrossar o creme, juntei milho verde (estamos em plena safra, estão deliciosos), leite e umas colheradas de nata (ai minhas artérias).




Com o creme pronto, cozinhei um macarrão que tinha em casa, coloquei num refratário, salpiquei queijo ralado e salsinha. Vamos ao que interessa.....comer.



Ainda fiz uma saladinha de palmito com tomate, orégano e "frescura" de um galhinho de manjericão do meu quintal.


Sabe aquela sobra para o jantar ? Dessa vez não aconteceu !!!





sábado, 1 de março de 2008

PREPARO COM ANTECEDÊNCIA

Como trabalho fora o dia todo preciso ter em casa opções para os lanches da tarde e para aquelas horinhas de fome desavisadas.
Então aproveito os finais de semana para cozinhar algumas coisas que possa ter para consumir durante a semana.
Dia desses, visitando o blog da da LUCIANA fiquei inspirada para fazer um lagarto e foi exatamente o que resolvi fazer.
Cozinhei o lagarto na sexta feira à noite com água e temperos (louro, cebola, cravo, sal, pimenta vermelha, alho) e deixei na geladeira para ficar firme e ser mais fácil pra fatiar.
Mesmo assim, pedi ajuda ao maridoco* (Fabrícia's Trade Mark) na tarefa de fatiar a carne.



Fiz um refogado onde juntei muita cebola e tomates em rodelas, azeitonas pretas, azeite, sal e orégano.



Coloquei em uma tigela de vidro alternando camadas de carne e de refogado. Aposto que não é novidade pra ninguém, mas é muito gostosa e versátil (também nenhuma novidade). Foi para a geladeira. Acho que por pouco tempo.

CAMARÕES COM BEIJA FLOR

"No meu quintal tem tico-tico e vira-bosta
Tem periquito, papagaio e tangará
Tem cajueiro, mamoeiro e abacateiro
E tem um pé de bananeira
Que é pra gente se abaná
No meu quintal é só plantá
Que tudo cresce
A terra é boa e nem precisa de adubá"

Esta é uma música do Renato Teixeira e quero contar que meu quintal tá quase como o dele.
Gosto muito de pássaros e tenho lugares especiais no quintal em que coloco comida pra eles.
Assim, o dia todo temos festa no quintal, que nesta época inicia-se lá pelas seis da manhã com os canários da terra cantando e tratando dos filhotes. Quando chega mais perto do inverno o canto da vez é das sabiás, que pra mim é um canto triste mas não menos bonito. Além destes ainda "tenho" pombinhas, chupins, pardais e bem- te- vis obesos. Eles chegam a comer até a ração do Zeca pois eles já vivem harmoniosamente.
Mas, os meus preferidos são os beija flores verdes com seu canto e vôo rápidos. Fiz questão de ter tudo o que eles gostam e está dando certo. O problema é que nunca consigo fotografar. Na verdade prefiro ficar olhando e nunca me armei com a máquina pra esperá-los. Um dia isso ainda acontece.
Dentre as flores que tenho, estas são as que eles mais gostam:

CAMARÃO AMARELO



LÁGRIMA DE CRISTO



CLERODENDRO VERMELHO




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